<rss version="2.0" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"><channel><title>psicologadosmiudos</title><description>psicologadosmiudos</description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/blog</link><item><title>Carta de um adolescente em confinamento</title><description><![CDATA[Sim, já sei, demasiado tempo no telemóvel. Devia estudar, devia fazer exercício, devia ler um livro, ou talvez dois, ou talves três. Devia saber fazer isto e aquilo e até quem sabe, acordar amanhã e acharmos todos que é maravilhoso estarmos aqui. Pffff…Sim, bati com a porta! Talvez porque preciso dela. Preciso de ouvir bem alto para me lembrar que há fisicamente uma barreira que me permite estar comigo, só comigo, com a minha música, os meus desenhos, as letras das canções que (preciso) consigo<img src="http://static.wixstatic.com/media/ad0285eca122468cb1f63821071d3407.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/04/27/Carta-de-um-adolescente-em-confinamento</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/04/27/Carta-de-um-adolescente-em-confinamento</guid><pubDate>Mon, 27 Apr 2020 22:11:30 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Sim, já sei, demasiado tempo no telemóvel. Devia estudar, devia fazer exercício, devia ler um livro, ou talvez dois, ou talves três. Devia saber fazer isto e aquilo e até quem sabe, acordar amanhã e acharmos todos que é maravilhoso estarmos aqui. Pffff…</div><div>Sim, bati com a porta! Talvez porque preciso dela. Preciso de ouvir bem alto para me lembrar que há fisicamente uma barreira que me permite estar comigo, só comigo, com a minha música, os meus desenhos, as letras das canções que (preciso) consigo escrever. Talvez precise da porta e de a bater, como se, por segundos, milésimos de segundos, o meu cérebro interprete que pude sair de casa, com a mochila às costas ou o caderno no bolso e os phones nos ouvidos e vou para a escola.</div><div>Nunca pensei dizer isto… Ou só pensar. Vontade de ir para a escola, preferir ir para a escola!</div><div>Que seca, que raiva! Aaaahhh. Apetece-me gritar tantas vezes, é frustrante estar aqui, sentir-me preso, limitado, não querer ser desagradável, e ser. Como se dentro de mim houvesse duas partes, ou talvez mais. Uma parte que quer aceitar o que se passa, ser querida com os adultos cá de casa, com os meus irmãos mais novos, que todos os dias acorda com essa vontade e desafio e depois… Depois há uma parte que aparece, enorme, esmagadora, que me comanda numa necessidade, sim necessidade, não é vontade. É uma necessidade urgente de não estar aqui, de estar fora de casa, que me põe a pensar em todos os sítios e planos que tinha (e tenho!) e o tempo a passar. Uma necessidade que me comanda para me inundar de raiva, impaciência, sufoco, só por, às vezes, alguém me fazer uma pergunta ou propor algo para fazermos juntos. E depois até é bom. E depois até me forço a estar, a ser divertido e paciente com todos cá em casa e o tempo passa. Mas é uma necessidade. É maior do que eu.</div><div>A urgência dos planos fora de casa, de querer conhecer outras ideias, de fazer planos com os meus amigos e amigas, de voltar a ver aquela pessoa que esteve connosco nas últimas semanas antes disto acontecer, do liceu onde agora a Teresa estuda.</div><div>E não é assim… E todos os dias, menos um dia, e na maioria, o desejo que passe rápido e cada vez parece que vai ser muito mais tempo do que pude imaginar. Prefiro nem pensar. Deixei de contar os dias! Sei que data é, porque decidi fazer um calendário de músicas: por cada dia de isolamento, escolho uma música que descreve esse dia. Algumas são minhas, até tenho escrito. Vocês é que acham que não faço “nada de jeito”. Pelo menos, crio! Preciso de criar, inventar, ainda que não seja visível o que crio ou pelo menos, não para vocês. É meu, preciso que seja meu e depois haveria muita pergunta e muita interpretação precipitada sobre o que escrevi, sobre o meu estado, sobre claro, a minha tristeza. Eu compreendo, a sério que compreendo porque sei que é preocupação. Ter putos adolescentes deve ser tramado para vocês, para os pais e mães em geral. Eu próprio tenho dificuldade em ser eu, todos os dias. Olhar-me, reconhecer-me, analisar e sentir cada membro meu, a cor dos meus olhos, do meu cabelo, a forma como me mexo, como os meus músculos são, a pele, os sinais, os pêlos. Borbulhas que não largam, que persistem, como vulcões que entram em erupção sem aviso, por aqui e por ali.</div><div>Por isso passo-me! Passo-me quando a minha mãe vem e analisa as borbulhas ou é excessivamente cuidadosa (ou direi crítica…) com o que como ou como me alimento, muito rápido, muito tarde, muito cedo. Tenho fome! Muita! E em casa, mais! Não falta comida aqui. Mas nalgumas casas já falta, fizemos umas compras para a família do Bugs. Foi mesmo urgente. Nem imagino…</div><div>Mas dentro de mim há uma pequena grande monstra que tem muito mais fome em casa. Li umas cenas, sobre as carências emocionais e a fome emocional, talvez possa estar assim mesmo. A preencher com comida todos os meus espaços vazios, as tais necessidades de vida que em casa não são devidamente preenchidas. De qualquer modo, epá, mãe, dá um intervalo na crítica, peço-te, é duro de mais saber que quando me aproximo da cozinha, já estás a vigiar, como se fosse fazer algo de errado. Por isso, vou à noite. Sim, deito-me tarde, mais tarde do que seria bom. É uma necessidade urgente, é o meu tempo possível só meu, quando todos se deitam, ficam em silêncio e o espaço é só meu. Preciso disso. Preciso mesmo. Não era assim. Começou a ser de um momento para o outro, com isso veio a melancolia, ficar mais reservado, ver-vos com umas lentes que, admitamos, vos tiram atributos. Fazem de vocês pessoas e tiram-vos de heróis. Já me disseram que um dia voltam a ser heróis. Como se pessoa e herói, um dia, possam ser partes da mesma pessoa. Talvez lá cheguemos. Mas agora não. Agora vejo-vos os defeitos, os erros, as ideias de que discordo, as opções que não quero fazer e a vontade de ser eu, eu mesmo.</div><div>Talvez percebendo que agora vos vejo assim, compreendam melhor como é ainda mais sufocante não estar fora de casa, não ir sozinho ter com os meus amigos. Nem sozinho, nem acompanhado. Talvez assim compreendam que precise ainda mais do meu quarto com a porta fechada, decorado por mim, com as cores que gosto, com os quadros que quero, aliás, sem eles! E sim, preciso tanto dos meus amigos, do tempo com eles e sim, hoje à distância podemos continuar a estar juntos. Claro que não é a mesma coisa! Volto a realçar que eu sei que não é a mesma coisa e não, não acho que seja. Mas é o que é. E é a única ligação possível neste momento para que a urgência visceral de comunicarmos, interagirmos, conhecermos e convivermos, aconteça! Sim, passo muito tempo online, demasiado, talvez, porque preciso! Porque é isso que está a acontecer, a necessidade de tempo com os amigos, com novas formas, com as pessoas com que me identifico, que melhor me compreendem, com partilha de valores, ideias e piadas.</div><div>Lamento se isto vos custa. Talvez possam pedir ajuda para lidar com isto de ter um filho adolescente. A sério, não estou a brincar. Talvez possam perceber que faz parte e que não é porque vos quero mal ou porque não gosto de vocês. É porque preciso mesmo. O meu cérebro como que me impulsiona para isso, como que me afasta um pouco daqui e me faz querer ir lá fora, conhecer outras pessoas, ver como se faz noutros sítios, como se pensa diferente.</div><div>Por isso. Mais uma vez. Não estou com um problema de adição tecnológica, não estou a inundar-me de videjogos como se fugisse da realidade. (sim, conheço alguns que o fazem, mas já faziam! E esses talvez precisem mesmo de ser parados e ajudados, se não, no fim da quarentena, se já não faziam nada sem ser ir às aulas, nem às aulas vão saber ir…), estou a manter o contacto com quem mais preciso e com quem me compreende! Preciso de amigos e de falar com eles. Se fosse no vosso tempo… Mas é agora. É hoje. E hoje é isto que está disponível e ainda bem. Gostava mesmo que pudessem entender isto e que aquela cena que falámos da flexibilidade e tolerância entre nós, fosse também para isto.</div><div>E depois tempo. Preciso de tempo. Sei que não sou criança e não quero ser mas nunca fiz isto. Vocês também não. Não faço ideia como é isto de receber tarefas dos professores pelo email de um dia para o outro, planear o meu estudo sem ter datas concretas à vista, não sei. Pronto, não sei. E ontem escrevi: e é suposto saber? Será suposto saber?</div><div>Acho que não. Não sabemos fazer isto e eu também não sei. Nunca aprendi a planear sem objectivos, nunca aprendi a ter aulas em casa, nunca aprendi a estar sozinho no meu quarto e a ter tarefas que geralmente fazemos em grupo, com a turma a suspirar, com recadinhos à mistura e com a certeza tão confortante de que a seguir haverá intervalo. E depois outro, e depois mais outro. E depois, ansiamos que chegue o fim-de-semana para irmos sair, ou as férias porque planeamos em segredo um inter-rail ou um primeiro fim-de-semana com a turma a acampar. E agora não.</div><div>E é isto. E isto está a ser difícil, todos os dias. Estarei a adolescer? Em confinamento?</div><div>*a todas e a todos os adolescentes com quem trabalho e que me dão o privilégio da partilha e de me ajudarem a (tentar) não me esquecer como é importante adolescer, a minha gratidão e admiração pela resiliência, coragem e capacidade de se reiventarem. Tem sido um prazer trabalharmos juntos, mesmo à distância. </div><div>Rita Castanheira Alves</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/ad0285eca122468cb1f63821071d3407.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>No dia internacional do livro infantil, uma história para a quarentena: Júlia Birrenta</title><description><![CDATA[Júlia birrentaJúlia pára!Júlia não faças isso!Júlia está quieta!Júlia, outra vez!Júliaaaaaa!!!!!A Júlia tem 4 anos. Uns 4 anos maduros. Maduros? Sim, maduros. Quero dizer… Crescidos. É observadora, indaga tudo o que a rodeia, com os olhos redondos que nem bolas de snooker. De nariz empinado, olha para um lado, olha para o outro, sempre curiosa e em jeito de descoberta. Resolve problemas sozinha, como pedir as braçadeiras quando vai para a piscina, vestir o vestido da praia e arrumar os livros<img src="http://static.wixstatic.com/media/5a63e883d9e04a50a981cd9982ffde26.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_313/5a63e883d9e04a50a981cd9982ffde26.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/04/02/No-dia-internacional-do-livro-infantil-uma-hist%C3%B3ria-para-a-quarentena-J%C3%BAlia-Birrenta</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/04/02/No-dia-internacional-do-livro-infantil-uma-hist%C3%B3ria-para-a-quarentena-J%C3%BAlia-Birrenta</guid><pubDate>Thu, 02 Apr 2020 11:43:54 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Júlia birrenta</div><div>Júlia pára!</div><div>Júlia não faças isso!</div><div>Júlia está quieta!</div><div>Júlia, outra vez!</div><div>Júliaaaaaa!!!!!</div><div>A Júlia tem 4 anos. Uns 4 anos maduros. Maduros? Sim, maduros. Quero dizer… Crescidos. É observadora, indaga tudo o que a rodeia, com os olhos redondos que nem bolas de snooker. De nariz empinado, olha para um lado, olha para o outro, sempre curiosa e em jeito de descoberta. Resolve problemas sozinha, como pedir as braçadeiras quando vai para a piscina, vestir o vestido da praia e arrumar os livros por ordem. Costuma responder quando lhe fazem perguntas, mesmo que a resposta seja: “Não sei.” É uma Júlia Madura para a idade que tem, costuma ouvir.</div><div>Há 4 meses para cá, mudaram de casa, a mãe foi convidada para ir trabalhar para um sítio que ela gosta muito. A Júlia acha mesmo que é o sítio preferido da mãe porque - fica lá tantoooo diaaaa, costuma dizer a Júlia, enquanto abre os olhos, para explicar o tanto.</div><div>Foram os 4, a mãe do novo trabalho, o pai com o trabalho antigo que o faz estar sempre ao computador a escrever palavras, o mano pequeno da Júlia, o Faustino e claro, a Júlia dos olhos redondos.</div><div>E a tartaruga Xica??? Ah, claro. E a tartaruga Xica, com quem a Júlia conversa e bebe chá.</div><div>Há 4 meses também a Júlia arranjou um novo trabalho… Dar trabalho. Dar trabalho? Uma rapariga tão Madura? Há 4 meses, o novo trabalho da Júlia é… Dar trabalho. Suspiram os pais entre um telefonema e a reunião no trabalho.</div><div>Mas afinal o que é dar trabalho? Dar trabalho para os pais é fazer birras, é fazer asneiras e disparates. E depois ouvirmos ralhetes dos pais.</div><div>Um dia, uma birra. Outro dia, um disparate. No seguinte, uma asneirola e à noite, mais uma birra.</div><div>A Júlia Madura passou a ser a Júlia birrenta. Que grande chatice.</div><div>BIRRA 1</div><div>Há um mês, a Júlia decidiu que queria ser actriz, daquelas que aparecem nos filmes, na televisão, mesmo a sério. Queria aparecer na televisão, ser uma princesa que vivia num castelo encantado. Mas queria mesmo e naquele momento, não conseguia esperar. E foi assim que a Júlia fez um grande espectáculo, digno de filme de televisão, mais um bocadinho entrava mesmo lá para dentro. Levantou-se do chão, 10 passinhos até ao ecrã e começou a tentar subir para cima da televisão. A Júlia queria ir lá para dentro. Pois que, catrapuz! A televisão caiu do móvel, direitinha para o chão. Veio o pai a correr, aflito com o barulho… E… - Oh Júlia, pára! Oh Júlia o que fizeste? Oh Júlia, já para o teu quarto. A queda foi pequena e a televisão lá se safou, sorte o móvel ser baixinho.</div><div>E a Júlia fez uma grande birra, com o susto e com o ralhete do pai. Sentiu-se culpada, mal por ter feito uma asneira.</div><div>BIRRA 2</div><div>Dois meses antes, a Júlia decidiu que não queria tomar banho. Não precisava. Tinha tomado no dia antes e o tempo era sempre tão curto para brincar, para quê gastar no banho. A mãe, enquanto escrevia um email, sem tirar os olhos do ecrã, chamou-a uma vez: - Júlia vai tomar banho., duas vezes: - Júlia, hora do banho. E três e quatro e até cinco. A mãe terminou o email e a Júlia continuava sem aparecer, sempre com um: “Já vou.” Eram já 8 e meia e o banho ainda não estava sequer perto e o jantar ainda por fazer. A mãe já irritada, chamou a Júlia, com a sobrancelha franzida, a voz ligeiramente mais alta. A Júlia continuou a brincar e não foi. Acabou a chorar, no chão, sem o banho tomado, sem a brincadeira divertida, nem o jantar pronto. Mas que se passa, pensava a mãe da Júlia. – A Júlia sempre foi tão madura… Que se passa…</div><div>E a Júlia tomou banho, já tarde e com uma grande birra.</div><div>BIRRA 3</div><div>E três meses antes, a Júlia não queria ir para a escola. A Júlia gosta tanto da escola, em casa ninguém compreendia o que se passava. E a mãe a correr para não chegar atrasada ao trabalho novo e o pai a tentar que a Júlia comesse os cereais e parasse de chorar e o Faustino, ainda por vestir. Que manhã. E a Júlia chorava, não quero ir para a escola, quero ficar em casa, quero ficar com o pai e com a mãe. E chorava. E não comia e o Faustino por vestir, quase a ir de pijama para a rua. E com o tempo a fugir, o pai a transpirar: - Oh Júlia acabou, vamos para a escola já. Oh Júlia, outra vez uma birra…Oh Júlia já chega.</div><div>E pelo meio, BIRRAS, BIRRINHAS E BIRRICES - taaaaaannntas</div><div>E a Júlia rapidamente se tornou a Júlia birrenta. As asneiras, as birras não paravam de atacar, pareciam quase mais fortes que a Júlia. Não podia ser, a Júlia era tão forte, alguma coisa se passava.</div><div>Foram três meses de taaannntas birras no restaurante, de disparates no supermercado, de fúria com a mãe, de coisas feias que a Júlia não conseguia deixar de dizer, de lágrimas e de dificuldade para cumprir regras que antes pareciam tão fáceis.</div><div>Os pais não percebiam e o trabalho novo, as reuniões, as tarefas de casa e a vida tão ocupada não os deixava perceber. Afinal o que se passava com a Júlia? De Madura a birrenta, em 4 meses?</div><div>Os pais cansados, ficaram em casa a descansar um dia, um dia sem trabalhar, sem sequer olhar para o computador. Acordaram os manos Júlia e Faustino, houve miminhos e cócegas na cama dos pais: - Iupiii! Dizia a Júlia enquanto ria e rebolava na cama dos pais. Tomaram um pequeno almoço bem grande e com muita conversa. O Faustino ficou na casa dos avós e os pais foram juntos levar a Júlia à escola e às cinco horas foram buscá-la. A Júlia não podia acreditar. Correu para o abraço dos pais e saltou com um sorriso graaannddeee. Chegaram a casa e brincaram no tapete, como a Júlia gostava, a tomar chá com a tartaruga Xica. Mas desta vez tinham convidados para o chá: os pais. E sem computadores, nem telefonemas, nem pressas! O Faustino nesse dia ficou para o jantar na casa dos avós. Perto das 7 horas e meia uma banhoca, como a Júlia gostava, lá ía ela pelo corredor fora às cavalitas do pai e no banho a espuma servia para fazer penteados: - Fecha os olhos pai, fecha. Agora abre! Xanã, o meu penteado!</div><div>Jantaram e à noite houve até tempo para história e para ouvir música calminha. A Júlia adormeceu, depois do beijinho da mãe e do beijinho do pai, com um sorriso maduro. Com o sorriso da Júlia Madura.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/5a63e883d9e04a50a981cd9982ffde26.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Porque @s p@is merecem ajuda!</title><description><![CDATA[Porque os filhos não vêm mesmo com manual de instruções... Porque aquilo que vivemos aqui e agora, não vem com manual de instruções e nenhum de nós sabe como se faz.Ainda assim, é fundamental a saúde mental dos pais/mães/cuidadores para que os miúdos possam lidar com a realidade da melhor forma possível, hoje e no futuro.Como tal, a psicóloga dos miúdos está disponível, mesmo à distância, para ajudar os adultos p@is neste momento desafiante e tão exigente.<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_7d7d7fb330814ad3b15fe2ec70ec1eac%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_470/16f990_7d7d7fb330814ad3b15fe2ec70ec1eac%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/03/23/Porque-s-pis-merecem-ajuda</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/03/23/Porque-s-pis-merecem-ajuda</guid><pubDate>Mon, 23 Mar 2020 17:41:03 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Porque os filhos não vêm mesmo com manual de instruções... Porque aquilo que vivemos aqui e agora, não vem com manual de instruções e nenhum de nós sabe como se faz.</div><div>Ainda assim, é fundamental a saúde mental dos pais/mães/cuidadores para que os miúdos possam lidar com a realidade da melhor forma possível, hoje e no futuro.</div><div>Como tal, a psicóloga dos miúdos está disponível, mesmo à distância, para ajudar os adultos p@is neste momento desafiante e tão exigente.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_7d7d7fb330814ad3b15fe2ec70ec1eac~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Em tempos difíceis, é importante continuar!</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_f4765e820b4041d0a6f927f45d2928cd%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/03/23/Em-tempos-dif%C3%ADceis-%C3%A9-importante-continuar</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/03/23/Em-tempos-dif%C3%ADceis-%C3%A9-importante-continuar</guid><pubDate>Mon, 23 Mar 2020 17:37:06 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_f4765e820b4041d0a6f927f45d2928cd~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Porque é realmente difícil...</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_b09780abc54f4b778c512a681ba5a4e3%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_470/16f990_b09780abc54f4b778c512a681ba5a4e3%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/03/23/Porque-%C3%A9-realmente-dif%C3%ADcil</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2020/03/23/Porque-%C3%A9-realmente-dif%C3%ADcil</guid><pubDate>Mon, 23 Mar 2020 17:35:59 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_b09780abc54f4b778c512a681ba5a4e3~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>A nova rubrica da Psicóloga dos Miúdos...</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_0e3f0e6691ed4defbead3d9875e4e729%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/05/13/A-nova-rubrica-da-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/05/13/A-nova-rubrica-da-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos</guid><pubDate>Mon, 13 May 2019 16:37:49 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_0e3f0e6691ed4defbead3d9875e4e729~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Está muito ao seu alcance!</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_834d70957bd940b39ec3527750e0c9df%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/05/13/Est%C3%A1-muito-ao-seu-alcance</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/05/13/Est%C3%A1-muito-ao-seu-alcance</guid><pubDate>Mon, 13 May 2019 16:35:48 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_834d70957bd940b39ec3527750e0c9df~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>O filme &quot;A Educadora de Infância&quot; e a conversa no cinema</title><description><![CDATA[Foi para abrir 2019 com as iniciativas fora do consultório, que a Psicóloga dos Miúdos, participou numa conversa com o público no cinema (UCI - Corte Inglès) a propósito do filme "A Educadora de Infância". Uma conversa que contou com a participação da Psicóloga dos Miúdos, da educadora e bloguer Carolina Jacques e a actriz e coordenadora do departamento de Artes do Colégio Cesário Verde, Carla Chambel.Uma iniciativa muito pertinente da Alambique e da Zero em Comportamento, que encheu uma sala de<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_94786f728efa4bd09180a3175cf55355%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/04/01/O-filme-A-Educadora-de-Inf%C3%A2ncia-e-a-conversa-no-cinema</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/04/01/O-filme-A-Educadora-de-Inf%C3%A2ncia-e-a-conversa-no-cinema</guid><pubDate>Mon, 01 Apr 2019 17:49:45 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Foi para abrir 2019 com as iniciativas fora do consultório, que a Psicóloga dos Miúdos, participou numa conversa com o público no cinema (UCI - Corte Inglès) a propósito do filme &quot;A Educadora de Infância&quot;. Uma conversa que contou com a participação da Psicóloga dos Miúdos, da educadora e bloguer Carolina Jacques e a actriz e coordenadora do departamento de Artes do Colégio Cesário Verde, Carla Chambel.</div><div>Uma iniciativa muito pertinente da Alambique e da Zero em Comportamento, que encheu uma sala de cinema, com público muito diverso e com contributos muito pertinentes, mais uma vez provando que é urgente conversarmos sobre educação e o que é preciso mudar na mesma.</div><div>Aqui ficam algumas fotografias da iniciativa e a sugestão para quem não viu o filme, o veja agora já em DVD.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_9f076bfc0e0a4a6f8e62e832246683eb~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_94786f728efa4bd09180a3175cf55355~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_9f37e4b88974431ab17e7e9a142a03dd~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Mais um filme, mais uma conversa. Desta vez, &quot;Uma criança como Jake&quot; traz o tema da identidade de género e muito mais</title><description><![CDATA[Mais uma vez uma excelente iniciativa da Alambique e da Zero em Comportamento, no passado dia 16 de Março de 2019, integrado num conjunto de três conversas, a Psicóloga dos Miúdos esteve à conversa com o público, muito bem acompanhada pela vice-presidente da AMPLOS, Manuela Ferreira, a propósito do filme "Uma criança como Jake".O público e as oradoras puderam ver o filme e de seguida, houve uma conversa com o tema "Filhos: expectativa vs realidade".Um público muito participativo, com muitas<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_3d3c6b86ff964348836876058763c995%7Emv2.png"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/04/01/Mais-um-filme-mais-uma-conversa-Desta-vez-Uma-crian%C3%A7a-com-Jake-traz-o-tema-da-identidade-de-g%C3%A9nero-mas-muito-mais-do-que-isso</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/04/01/Mais-um-filme-mais-uma-conversa-Desta-vez-Uma-crian%C3%A7a-com-Jake-traz-o-tema-da-identidade-de-g%C3%A9nero-mas-muito-mais-do-que-isso</guid><pubDate>Mon, 01 Apr 2019 17:48:08 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Mais uma vez uma excelente iniciativa da Alambique e da Zero em Comportamento, no passado dia 16 de Março de 2019, integrado num conjunto de três conversas,a Psicóloga dos Miúdos esteve à conversa com o público, muito bem acompanhada pela vice-presidente da AMPLOS, Manuela Ferreira, a propósito do filme &quot;Uma criança como Jake&quot;.</div><div>O público e as oradoras puderam ver o filme e de seguida, houve uma conversa com o tema &quot;Filhos: expectativa vs realidade&quot;.</div><div>Um público muito participativo, com muitas reflexões, partilhas e questões muito interessantes, complexas e que precisam de ser debatidas, exploradas e cada vez mais esclarecidas.</div><div>Ficam algumas fotografias desta conversa e o convite para irem ver o filme, ainda nas salas de cinema. </div><div>Partilhamos igualmente o link de uma entrevista da Psicóloga dos Miúdos no programa Pais e Filhos da TSF <a href="https://www.tsf.pt/programa/tsf-pais-e-filhos/emissao/a-identidade-de-genero-e-uma-linha-que-nao-separa-define-10739289.html?autoplay=true&amp;fbclid=IwAR1NFXaV-WF0tLFIYtEu4LjKp_X6ZuiMuQJQ6Mi13EvlBklJd1iLqKOuGbE">https://www.tsf.pt/programa/tsf-pais-e-filhos/emissao/a-identidade-de-genero-e-uma-linha-que-nao-separa-define-10739289.html?autoplay=true&amp;fbclid=IwAR1NFXaV-WF0tLFIYtEu4LjKp_X6ZuiMuQJQ6Mi13EvlBklJd1iLqKOuGbE</a> e o link para uma entrevista para o Domínio Público, rubrica da Antena 3, com a participação da Psicóloga dos Miúdos, a propósito do filme: <a href="http://www.rtp.pt/play/p2023/e396964/dominio-publico">https://www.rtp.pt/play/p2023/e396964/dominio-publico</a></div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_3d3c6b86ff964348836876058763c995~mv2.png"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_f7dd755a72fe46b0bb07de937f1c03bd~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_79414d7967c74d64a940138fa52c3e7a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_06a869d84a214229a34894439aef80c0~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_89fe74032c3e4b48979e513306523382~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_55f9782e295b40ea94f0d735492862be~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_5f6a3181142e47409470bb845856cdf9~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Clube das Emoções - o programa de grupo de desenvolvimento emocional para crianças da Psicóloga dos Miúdos</title><description><![CDATA[E quase, quase a terminar o programa em grupo de desenvolvimento de competências emocionais para crianças da Psicóloga dos Miúdos, o Clube das Emoções!Um programa de 6 sessões para as crianças e uma sessão final para mães e pais, cada uma com 90 minutos. Uma viagem muito rica, diversa, difícil mas fundamental pelo mundo das emoções. Os participantes deste clube das Emoções, um clube muito exclusivo, especial, apenas para 4 elementos por edição, para que todas e todos possam ter uma experiência<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_93e1b9f488314eefa5d7b2db84368bac%7Emv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/04/01/Clube-das-Emo%C3%A7%C3%B5es---o-programa-de-grupo-de-desenvolvimento-emocional-para-crian%C3%A7as-da-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/04/01/Clube-das-Emo%C3%A7%C3%B5es---o-programa-de-grupo-de-desenvolvimento-emocional-para-crian%C3%A7as-da-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos</guid><pubDate>Mon, 01 Apr 2019 17:31:06 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>E quase, quase a terminar o programa em grupo de desenvolvimento de competências emocionais para crianças da Psicóloga dos Miúdos, o Clube das Emoções!</div><div>Um programa de 6 sessões para as crianças e uma sessão final para mães e pais, cada uma com 90 minutos. Uma viagem muito rica, diversa, difícil mas fundamental pelo mundo das emoções. Os participantes deste clube das Emoções, um clube muito exclusivo, especial, apenas para 4 elementos por edição, para que todas e todos possam ter uma experiência completa, exclusiva e em que a relação grupal é privilegiada e ingrediente para uma maior eficácia e respeito pelas emoções do próprio e dos outros.</div><div>Foi um privilégio para as psicólogas responsáveis pela criação e dinamização do grupo, fazer esta viagem com o grupo fantástico que se intitulou logo na primeira sessão como Os detectives super corajosos e o super clube do medo.</div><div>Sessões sempre práticas, criativas, em que os próprios participantes construíram os materiais de identificação, regulação e expressão emocional, criando assim a sua caixa de ferramentas emocionais, com materiais sustentáveis, usando a arte livre, a ideia e a originalidade de cada um, ferramentas essenciais para um desenvolvimento mais saudável e completo. E num tempo de tanta tecnologia, meios virtuais, este tempo de criação manual, de artes plásticas, com materiais do dia-a-dia revelou-se por si só terapêutico para todas e todos os participantes. </div><div>Aguardamos ansiosamente pela última sessão do grupo e pela sessão das mães e dos pais, para que possamos partilhar todo o trabalho feito por estes detectives pequenos mas tão grandes! Agora ainda mais, certamente, depois desta viagem pelo mundo da literacia emocional.</div><div>Desvendamos aqui alguns momentos, os possíveis de captar, porque grande parte deles estávamos todos presentes no presente!</div><div>Grata a todas e todos os nossos detectives super corajosos e às mães e aos pais que lhes proporcionaram esta especial oportunidade!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_93e1b9f488314eefa5d7b2db84368bac~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_ab551872820d41448a8fd46de18fd017~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_7b9e0fd472264071abacd9f7860d7aaf~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_99dfc759c36c4ec8a86678c92e77e19e~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_6335db92b1b5463da04beaca705f50e4~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_98739299ad534e0a81500e52c4a79dda~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_1fd7f368fc864f4a81dc7f5646364797~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_2bae974ffcd44715afff70d095fac216~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_11fad8b641fb412692c7c9722b3587be~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_8110b21e9a86440b8c5fe505c5bc0451~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_330900ebe20142beaf39bfaeb6cb70cb~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_068c6bec963c4c4689ae072ad4bb265b~mv2_d_4032_3024_s_4_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Feliz Ano Novo!</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_ef367b8df5964dd3ad3f3c9078b12bce%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/01/07/Feliz-Ano-Novo</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/01/07/Feliz-Ano-Novo</guid><pubDate>Mon, 07 Jan 2019 13:24:55 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_ef367b8df5964dd3ad3f3c9078b12bce~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>A Resolução...</title><description><![CDATA[Mais um Ano que passou, com momentos bons, outros menos bons, mas a verdade é que é tempo de dar as boas-vindas ao ano novo.Embora este seja um exercício recomendado durante todo o ano, é tempo de reflexão.Reflectir sobre os objectivos cumpridos, conquistas alcançadas, erros cometidos, aprendizagens adquiridas, experiências vividas, sorridos e gargalhadas soltas, lágrimas caídas, preocupações pensadas e emoções sentidas.Importa reflectir sobre todos estes aspectos e usar esta mesma reflexão como<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_acf127795738410ab0cb71896863bc98%7Emv2.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_313/16f990_acf127795738410ab0cb71896863bc98%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/01/07/A-Resolu%C3%A7%C3%A3o</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/01/07/A-Resolu%C3%A7%C3%A3o</guid><pubDate>Mon, 07 Jan 2019 13:19:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Mais um Ano que passou, com momentos bons, outros menos bons, mas a verdade é que é tempo de dar as boas-vindas ao ano novo.</div><div>Embora este seja um exercício recomendado durante todo o ano, é tempo de reflexão.</div><div>Reflectir sobre os objectivos cumpridos, conquistas alcançadas, erros cometidos, aprendizagens adquiridas, experiências vividas, sorridos e gargalhadas soltas, lágrimas caídas, preocupações pensadas e emoções sentidas.</div><div>Importa reflectir sobre todos estes aspectos e usar esta mesma reflexão como um impulso, uma força motivadora que permita desbloquear receios, desconstruir os motivos e razões que possam estar na base do que viveu, do que sentiu, do que fez, mas também daquilo que não experienciou, mas gostaria de ter experienciado, aquilo que ainda não alcançou, mas que continua a almejar realizar.</div><div>Todas estas questões são importantes alvos de reflexão e de compreensão, porque Ano Novo, novas resoluções.</div><div>Este pode ser um exercício difícil mas é muito importante. Ao entender o que pensa e sente, que sublinho pode ser uma tarefa difícil e dificultada por vários motivos e circunstâncias, ajuda à compreensão do próprio, é um instrumento poderoso em tantas áreas da vida, pessoal, profissional, familiar. Ajuda e promove a saúde mental.</div><div>Também os miúdos precisam de reflectir, estabelecer objectivos e metas a alcançar, sonhos e desejos a concretizar. Precisam da ajuda dos adultos nesta tarefa que, quando implementada, promovida e estimulada de forma saudável, resulta na promoção e aquisição de capacidades importantes ao longo do seu desenvolvimento e posteriormente ao longo da sua vida.</div><div>Porque esta não é uma tarefa fácil, mas que os ajudará em aspectos como a resolução de problemas, realização de tarefas, conceptualização das dificuldades e estabelecimento de objectivos, aqui ficam algumas sugestões que poderão ser úteis, para si e para os miúdos lá de casa.</div><div>Tire um momento do seu tempo (ou vários momentos! Se assim for possível e se fizer sentido para si), reflicta sobre si, sobre os seus desejos, sonhos, objectivos e metas que gostaria de concretizar. Com os miúdos, num momento em família, partilhe objectivos e experiências a realizar, integre toda a família e incentive a sua participação, esta pode ser uma actividade (e uma verdadeira aventura!) em família.</div><div>Crie uma lista, um quadro de tarefas por exemplo, coloque-o num local de vista acessível, para que todos possam observar e de forma a reforçar o empenho, dedicação e esforço necessários para a concretização dos objectivos estipulados. Os objectivos podem ser diversos, do âmbito familiar, mas também do âmbito pessoal e profissional, no caso dos miúdos, do âmbito escolar por exemplo.</div><div>Lembre-se de escutar com atenção quais os objectivos, sonhos, desejos e metas dos miúdos e dos restantes participantes, se for esse o caso. Registem-nos em conjunto, é importante validar os mesmos, para si podem até ser inesperados, ou talvez gostasse que estes fossem diferentes. Poderá sempre fazer sugestões se porventura houver dificuldades quando estabelecerem objectivos, mas atenção às sugestões e à forma como estas são feitas: não devem tornar-se imposições, só dificultarão a concretização da tarefa e do que se pretende alcançar. Lembre-se também que os miúdos podem precisar de ajuda nesta fase, por isso talvez tenha de ajudá-los a construir objectivos.</div><div>O processo de concretização dos objectivos, poderá demorar mais ou menos tempo de acordo com o tipo de objectivo a alcançar, estes poderão ser a curto, médio ou a longo prazo.</div><div>É importante acompanhar o progresso dos mesmos e reforçar a importância da sua concretização, um encontro com a periodicidade que melhor se adequar à disponibilidade de todos (quinzenal ou mensal, por exemplo) poderá ser uma estratégia útil, contribui para partilhar experiências, conquistas, dificuldades e até estabelecer novas metas a alcançar.</div><div>Quanto às recompensas, porque esta pode ser uma questão colocada pelos miúdos, seja criativo. Porque não uma actividade em família, por exemplo? Pode ser em casa ou no exterior, um momento ou uma experiência em família.</div><div>Fica a sugestão de reflexão.</div><div>Desejos de Bom Ano e Boas Resoluções!</div><div>Catarina Martins</div><div>Psicóloga Clínica em estágio profissional no Projecto Psicóloga dos Miúdos</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_acf127795738410ab0cb71896863bc98~mv2.jpg"/><div> Fonte imagem: https://pixabay.com/pt/jornal-escrever-em-branco-p%C3%A1ginas-2850091/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Novo ano, novo começo!</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_790123f50378442c91a888837ad5b140%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/01/07/Novo-ano-novo-come%C3%A7o</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2019/01/07/Novo-ano-novo-come%C3%A7o</guid><pubDate>Mon, 07 Jan 2019 13:07:36 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_790123f50378442c91a888837ad5b140~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>As melhores prendas de Natal segundo a minha avó:
Uma viagem sobre o Natal e os valores que transmitimos aos miúdos</title><description><![CDATA[Minha netinha,Deixo-te esta carta, uma carta de lembretes a partir do que vivi e do que vivemos para que, no tempo que há-de vir em que já não estarei aqui para pegar na tua mãozinha e relembrar-te com histórias, memórias e gestos, aquilo que te ensinei sobre o Natal. Sei que agora adulta também, me dirias que o Natal, como qualquer coisa na vida, é o que cada um quiser que seja, porque somos livres na escolha e no ser e estar. Mas aprendi com a vida que há muito que merece ser deixado, e mesmo<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_40c45615f42a48f5bc0a50a1910508ad%7Emv2_d_1200_1600_s_2.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_626/16f990_40c45615f42a48f5bc0a50a1910508ad%7Emv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/12/20/As-melhores-prendas-de-Natal-segundo-a-minha-av%C3%B3-Uma-viagem-sobre-o-Natal-e-os-valores-que-transmitimos-aos-mi%C3%BAdos</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/12/20/As-melhores-prendas-de-Natal-segundo-a-minha-av%C3%B3-Uma-viagem-sobre-o-Natal-e-os-valores-que-transmitimos-aos-mi%C3%BAdos</guid><pubDate>Thu, 20 Dec 2018 13:21:47 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Minha netinha,</div><div>Deixo-te esta carta, uma carta de lembretes a partir do que vivi e do que vivemos para que, no tempo que há-de vir em que já não estarei aqui para pegar na tua mãozinha e relembrar-te com histórias, memórias e gestos, aquilo que te ensinei sobre o Natal. Sei que agora adulta também, me dirias que o Natal, como qualquer coisa na vida, é o que cada um quiser que seja, porque somos livres na escolha e no ser e estar. Mas aprendi com a vida que há muito que merece ser deixado, e mesmo nessa liberdade que tanto prezas, há tanto que queria que não se perdesse, mesmo quando já não te puder agarrar na mãozinha para te contar uma história das tantas que vivi. Apercebi-me que todos os lembretes que te deixo não se compram, não se encomendam, não estão nos catálogos, nem nas prateleiras das lojas. Estão dentro de nós, podemos usá-los sempre, tê-los e fazê-los a qualquer momento, sozinhos ou acompanhados e duram para sempre. Não se estragam. E isso é o melhor presente que se pode ter, até sermos adultos de idade avançada como eu. Velha não, porque velhos são os trapos!</div><div>O primeiro lembrete que te deixo: Recordar. Este lembrete vai para o tempo muito antigo, em que eu também fui criança. Não fui sempre avó. Também fui criança no Natal e não só. Fecho os olhos tantas vezes aqui sozinha sentada e viajo até lá. Ouço a voz ameninada, o risinho tímido, a expectativa de saber se poderia ter um bocadinho de massa amassada pelas tias para fazer coscorões ou se podia mergulhar o dedo na canela e pôr no nariz, para depois espirrar. Na rua, os homens a fazer um grande madeiro, um fogo que me hipnotizava e que tanto queria, como os rapazes podiam fazer, saltá-lo um dia. Mas não podia. Além de criança, era menina. Então sonhava que o saltava, com um salto muito, muito alto, o maior salto da aldeia. Depois acordar de manhã e correr para o sapatinho, e este parecer demasiado grande para o que lá estava dentro. O sorriso da minha mãe quando nos via espreitar com os olhos muito abertos e a saltarmos excitados para saber o que lá estaria dentro. Olhávamos mesmo lá para dentro, quase a enfiar a cabeça dentro da bota, virávamos a bota ao contrário, abanávamos para nos certificarmos que não tinha mesmo mais nada, não fôssemos, por distracção, não nos aperceber que lá estaria mais algum presente. Não estava. Um bordadinho, uma mini-boneca feita pela minha avó ou um doce. Ou às vezes, nada, só a lágrima no sorriso da minha mãe. Mas dentro de mim, o mesmo pensamento: - Para o ano é que vai ser. E o beijinho da minha mãe logo seguido do pedido de ajuda para prepararmos o almoço do Natal, enquanto limpava com a mão marcada do trabalho, a lágrima que saiu com o sorriso da manhã de Natal. Depois, os primos e as primas deixavam a desilusão da bota (quase) vazia para trás e era uma tarde de brincadeira, de comer coscorões e de roubar musgo do presépio, que guardava no meu quarto, como uma pedra preciosa, um troféu. E ria-me muito, como era bom ter lá os primos e as primas e brincarmos. Sem brinquedos, mas com muita imaginação. Recorda, e volta a recordar sempre, como foi, quem foste, o que fizeste... É tão mágico, fácil e não precisamos de dinheiro, nem de saber se há stock disponível.</div><div>O segundo lembrete que te deixo: Fantasiar e imaginar. Também não há na loja. Não está em nenhum site, nem se encomenda para entrega em casa. Constrói-se. Eu construí contigo quando eras pequena e com os netinhos todos. A arca lá em casa que abríamos para tirarmos as roupas para se mascararem, o presépio que construíamos juntos só na casa da avó, o que o tornava mais especial por isso, com a história da lavadeira e da sua família, o espelho que fazia de lago e que tanto te espantava, os patinhos, alguns já de plástico, outros ainda de barro, o pastor que sempre te intrigou como conseguia reunir todas as ovelhas se elas não percebiam português. Era brincadeira para uma tarde e para tantas durante o Natal em que pedias para ir brincar para o presépio e onde te observava a fazer histórias entre as personagens. Fantasiavas muito durante horas. E mais tarde, porque o Pai Natal passou a ser na vossa infância, o senhor que trazia as prendas, modernizei-me e o Pai Natal juntou-se ao menino Jesus. E então arranjámos um fato de Pai Natal e o tio vestiu-se. Tu não te querias aproximar. Ficavas muito séria a olhar pela chaminé lá de casa, um 14º andar de um prédio moderno, essa parte era mais duvidosa, bem sei, mas ensinei-te que era verdade se acreditavas dentro de ti. E assim se fez os Natais da tua infância, com muita fantasia, sonhos e imaginação. Já havia bonecos que faziam bolinhas, com dentes que cresciam quando se apertava o braço e carrinhos que se transformavam em robots. Reclames na televisão com jogos que apontavas e pedias, catálogos com promoções, muitas cores e um dedinho que ia apontando, mas rapidamente o fechávamos e íamos até à associação.</div><div>E isso leva-me ao próximo lembrete que quero que guardes: <div>solidariedade.</div> No Natal e como sempre tentei ser exemplo, cuidar e ajudar o próximo, todos os momentos. Ter compaixão, saber que há crianças e adultos que não têm o que temos e que precisam do que nos chega sem esforço. E no quentinho do Natal e na carta que se envia ao Pai Natal lembrarmo-nos de quem não tem e precisa, dar do nosso para que o Pai Natal chegue aos outros meninos e meninas, saber largar e não desenvolver um sentido de posse indiferente ao outro. Seja em casa ou fora dela. E na associação, não só mas também no Natal, comigo e nos teus passinhos pequenos mas decididos, de mão dada, lá ias curiosa, ajudar na arrumação das roupas e na divisão das mercearias que as famílias vinham buscar, participavas admirada e aprendendo que é bom ajudar, que sabe bem apenas porque alguém fica melhor do que está. E depois a festa de Natal, as rifas, o almoço de caridade e a associação aberta a todos, que vinham buscar o que precisavam e agradecer. E ao final do dia, a contares aos teus pais, cheia de amor dentro, porque ajudaste, deste um brinquedo e viste um sorriso de uma criança como tu, ou aquela senhora que precisava tanto de uma camisola quentinha e que deu um abraço tão forte à avó. Quero muito que o Natal seja sempre solidariedade, partilha, saber largar e não ficar excessivamente egoísta e sem capacidade de sentir compaixão pelo outro, seja na nossa família e com os amigos, cuidando deles, olhando ao que precisam, perguntando como estão e estando próxima, seja fora dela. Sentir que ajudar torna-se inevitável e espontâneo, porque não pode ser de outra forma. E não, não se compra na loja, não vem com um brinquedo ou com um jogo, mas é uma enorme prenda, para o Natal e para a vida.</div><div>E com o Natal vem a gratidão. Um lembrete que é tão importante fora e dentro de nós, para nós e para os outros. A gratidão pela vida, pelo que se é e se tem. Ensina-se e aprende-se desde pequenos e mantem-se toda a vida. Lembro-me de me sentir a sorrir por dentro quando te via, pequenina, tímida, a agradecer. E mais tarde, de partilhar com as minhas amigas, orgulhosa, porque a minha neta me escreveu uma carta pelos meus já longos 90 anos, a agradecer-me por tudo o que lhe disse, fui e fiz. E a gratidão no Natal é tão importante e às vezes, tão esquecida. Contaste-me, agora já adulta, a situação daquele menino que depois de abrir as prendas, procurou, debaixo dos embrulhos rasgados e amachucados, as prendas que tinha referido na lista ao Pai Natal e que faltavam. Como não encontrou fez uma birra, muito aborrecido. Tivemos uma conversa boa sobre gratidão e a sensação incrível que se tem quando agradecemos aos outros pelo que nos dão e são e quando nos sentimos gratas pelo que somos e temos. O Natal é também gratidão e mesmo em crianças é importante sentir, dar valor e focar no que se tem e como se está e saber largar, não dedicar muito tempo ao que se podia ter, especialmente quando nos foram proporcionadas oportunidades de felicidade, bem-estar, equilíbrio e saúde. Muitas vezes te rias e ficavas baralhada quando te dizia: - Há coisas que só percebemos a falta que nos fazem na ausência das mesmas. E a gratidão transmite-se, cultiva-se e ajuda-nos a dar valor ao que controlamos e a deixar de lado o que não alcançamos.</div><div>E tantas vezes senti gratidão nos Nossos Natais, convosco ainda pequeninos, depois da consoada, reunidos com pandeiretas, flautas, a guitarra e papéis com as canções de Natal que juntos cantávamos e que vos queria ensinar. Senti-me a sorrir por dentro por ser avó, por estar rodeada de amor, por poder cantar livremente, ter tantos olhinhos brilhantes, curiosos e entusiasmantes por serem dirigidos pela Avó Maestrina, tornava o serão tão quentinho e as prendas, ainda que com um papel de destaque, não eram assim tão importantes naquele momento musical, de tanto amor e infância. Ser criança é bestial. Poder ser criança é bestial.</div><div>E esse é outro dos lembretes que te quero deixar: ser criança. Pudeste ser criança, tiveste tempo e um mundo para ser criança e isso é um direito. Por isso, com as crianças que tens por perto ajuda-as a serem crianças, a ter tempo para crescer, para brincar (muito), para não saber tudo, não crescer depressa demais, não exigir que sejam as “mais tudo” e as melhores em todos os rankings e em todas as listas. Ser criança é fundamental para sermos um dia adultos e receio que no Natal (e não só) esteja a haver muito pouco espaço para ser criança. Para aquilo que é ser criança: acreditar que há uma fábrica de brinquedos, que o Pai Natal vem pelo céu com ajuda de renas e pequenos duendes que o auxiliam, porque, acreditam os adultos, se não dissermos a verdade, pode ser perigoso quando souberem ou porque temos de ser honestos com as crianças; inventar canções e experimentar instrumentos musicais sem saber tocá-los nem ter de vir a saber tocá-los para os tocar; saltar em cima da cama com os primos enquanto os adultos estão na sala; brincar com massa de filhós e comê-la crua; não ter de ir à loja com os pais, percorrer as prateleiras à pressa e vê-los a comprarem o que escolheu e a embrulharem à sua frente, porque “afinal ele já sabe que somos nós que compramos as prendas e não temos muito tempo”; a fazer a árvore de Natal com muitas cores, bolas e com tudo o que quiser, mesmo correndo o risco de ser pirosa; a ter o direito de querer continuar a acreditar no Pai Natal mesmo depois de já não acreditar; a ter avós, pais, tios que sabem ser crianças quando é tempo de brincar, imaginar e criar histórias; a não fazer trabalhos-de-casa durante o Natal que não sejam brincar e ter miminhos da família e dos amigos. Como tu sempre dizias no quarto de brincar lá de casa: - Não percebo como é que um dia se deixa de gostar de brincar. Eu acho que isso nunca vai acontecer comigo. E espero que assim seja e que as crianças que te rodeiam também sintam o mesmo.</div><div>E tanto mais te queria deixar como lembretes, como memórias que nos fizeram ser gente, que quero que os pratiques e que os transmitas, mesmo quando não estiver cá para te agarrar na mãozinha e relembrar-te. Lembretes que, mesmo já depois de viver em dois séculos diferentes e de tanto ter sido inventado e tudo se comprar, ainda não se compram, ainda não vêm nos catálogos de brinquedos, mas devem estar sempre debaixo da árvore de Natal para oferecermos a quem mais gostamos, especialmente às crianças. Ensinar-lhes assim que o Natal é muito, mas muito mais do que uma lista de prendas infindável, do que abrir um site e pôr na lista de favoritos todos os brinquedos, jogos, artigos que queremos ter, para depois partilharmos por email com os pais e estes tratarem de nos darem. Sem nos questionarmos, ano após ano, crescemos e perdemos o mais importante: as memórias não se constroem pela quantidade de brinquedos que recebemos mas muito mais pelo que vivemos no Natal e na vida.</div><div>Eu espero que para sempre tudo o que transmiti, apesar de não estar no centro comercial, tenha muito valor, para sempre.</div><div>Por fim, um lembrete precioso: Natais Felizes, netinha. É o que te desejo, é o que espero que exijas de ti e para ti. Felicidade.</div><div>Rita Castanheira Alves</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_40c45615f42a48f5bc0a50a1910508ad~mv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>As avós e os avôs</title><description><![CDATA[Há aquelas e aqueles que nos enchem de mimos e com tudo o que queremos, os que educam com regras e rotinas, as que inventam brincadeiras sem fim e os que nos aconchegam tão bem à noite, com beijinhos, um toque especial nos lençóis ou mesmo com aquelas palavras sábias e mágicas que nos são ditas com a tranquilidade de quem já percorreu muita estrada da vida.Ter avós é precioso e faz de nós pessoas melhores. O melhor de tudo é que os efeitos duram para sempre. Mesmo depois deles partirem. Também<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_81fb066f24b24af98a0127c1c63cf4ad%7Emv2.jpg/v1/fill/w_470%2Ch_313/16f990_81fb066f24b24af98a0127c1c63cf4ad%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/12/20/As-av%C3%B3s-e-os-av%C3%B4s</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/12/20/As-av%C3%B3s-e-os-av%C3%B4s</guid><pubDate>Thu, 20 Dec 2018 13:03:46 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Há aquelas e aqueles que nos enchem de mimos e com tudo o que queremos, os que educam com regras e rotinas, as que inventam brincadeiras sem fim e os que nos aconchegam tão bem à noite, com beijinhos, um toque especial nos lençóis ou mesmo com aquelas palavras sábias e mágicas que nos são ditas com a tranquilidade de quem já percorreu muita estrada da vida.</div><div>Ter avós é precioso e faz de nós pessoas melhores. O melhor de tudo é que os efeitos duram para sempre. Mesmo depois deles partirem. Também para sempre.</div><div>Por isso, no mês do Natal, o texto é dedicado aos avós, a todas e a todos. Aos que ainda estão no activo e os que já partiram mas deixaram tanto. Como os meus.</div><div>Pela paciência que só eles conseguem ter, pelo tempo que têm e arranjam, por um amor que é único e que faz deles avós e que, desconfio, só se adquire mesmo quando se é avô ou avó. Por não quererem ser pais, ou por terem e aceitarem ser quando às vezes não há outra hipótese. Por ensinarem coisas de um tempo em que a terra girava doutra forma e em que se pensava de forma diferente. Por gargalharem com os netos e por cantarem para adormecerem.</div><div>Aos avôs e às avós, por sorrirem de forma cúmplice e tranquilizante e acolherem quando os pais precisam de tempo ou quando os netos precisam de espaço. Por aceitarem mesmo quando não compreendem, por compreenderem mesmo quando é incompreensível. Por passarem valores fundamentais, como a tolerância, a solidariedade, a compreensão, a diferença e o perdão. Por conseguirem estar em silêncio.</div><div>As avós e aos avôs que mesmo quando não sabem fazer, dizer ou ser, existem e fazem de nós pessoas melhores, sempre. Quando estão connosco e mesmo depois, quando partem, para sempre.</div><div>Rita Castanheira Alves</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_81fb066f24b24af98a0127c1c63cf4ad~mv2.jpg"/><div> Fonte imagem: https://super.abril.com.br/saude/avos-que-ajudam-a-cuidar-dos-netos-vivem-por-mais-tempo/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>As (suas!) instruções…</title><description><![CDATA[Alguma vez teve um daqueles momentos em que olhou para o/a seu/sua filho/a, e se perguntou: – O que estou a fazer? Seguida desta pergunta, vem a dúvida: - Estarei a fazer bem? E de imediato surge a questão: – Porque é que não vens com um Manual de Instruções?Educar uma criança e ajudá-la a crescer e a desenvolver-se de forma adequada e saudável não é uma tarefa fácil, e não se trata de um processo que decorre da mesma maneira em todas as crianças. Cada processo é único, até porque cada criança<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_68000e91be184998b2773751d18e66c8%7Emv2.gif"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/12/20/As-suas-instru%C3%A7%C3%B5es%E2%80%A6</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/12/20/As-suas-instru%C3%A7%C3%B5es%E2%80%A6</guid><pubDate>Thu, 20 Dec 2018 12:29:49 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Alguma vez teve um daqueles momentos em que olhou para o/a seu/sua filho/a, e se perguntou: – O que estou a fazer? Seguida desta pergunta, vem a dúvida: - Estarei a fazer bem? E de imediato surge a questão: – Porque é que não vens com um Manual de Instruções?</div><div>Educar uma criança e ajudá-la a crescer e a desenvolver-se de forma adequada e saudável não é uma tarefa fácil, e não se trata de um processo que decorre da mesma maneira em todas as crianças. Cada processo é único, até porque cada criança também o é.</div><div>Por vezes, pode ser uma tarefa difícil decifrá-las, processar e compreender o que pedem e o que não pedem e dar-lhes o que precisam. Ao longo do seu crescimento e desenvolvimento, não existe um Manual de Instruções. Mas se houvesse, ajudaria de facto?</div><div>Sabemos que os erros ocorrem, e se pensarmos bem, mesmo bem, de cada erro podem resultar importantes aprendizagens.</div><div>Isto não pretende dizer que a educação se faz apenas de erros, nem se pretende de todo desvalorizar a importância de um processo de desenvolvimento e de educação adequados.</div><div>A verdade é que não existem pais que não cometem erros. Talvez possa parecer que estes existem dada a comparação que muitos pais estabelecem entre si, o que leva a que alguns pensem que cometem demasiados erros ou que, de facto, necessitam de um Manual de Instruções.</div><div>Para além da comparação que se estabelece entre pais, surge ainda uma outra questão, a questão das expectativas. As mães e os pais colocam- se em causa não só relativamente ao que sentem e experienciam ou que esperavam sentir e experienciar, mas também enquanto pais, seja pela sua própria vivência e as suas competências parentais, seja pela partilha de experiências de outros pais.</div><div>A pressão que existe para que os pais não cometam erros, para desempenharem e viverem as suas funções parentais da forma “esperada” e para que as crianças sejam exemplares, constitui-se um enorme desafio no exercício da parentalidade, de tal modo que contribui para que os pais se esqueçam de algumas instruções realmente importantes.</div><div>Essas instruções são sobretudo reconhecer o erro, aprender com os erros que se vão cometendo ao longo do caminho, ajustar a sua intervenção a cada momento e em cada circunstância e reflectir sobre as necessidades dos seus filhos. Também é filho, ou já o foi, cuide de si, das suas emoções e das suas necessidades.</div><div>Mas ainda assim, sente que precisa de um manual com mais instruções? Então porque não construir o seu próprio manual baseando-se no que observa, sente, experiencia e conhece com e sobre o seu filho?</div><div>Observe, preste atenção, registe da forma que lhe for mais conveniente, aprenda com o(s) seu(s) filho(s). Construa o seu manual, lembre-se que este não está fechado após um registo, mantém-se aberto, é mutável e flexível, podendo sempre adaptá-lo e acrescentar-lhe novas instruções. Ao fazê-lo estará a aprender e também a ensinar algo valioso ao seu filho.</div><div>Fica o desafio!</div><div>E lembre-se, talvez da mais importante instrução: esteja realmente disponível e presente.</div><div>Até breve,</div><div>Catarina Martins</div><div>Psicóloga Clínica do Projecto Psicóloga dos Miúdos</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_68000e91be184998b2773751d18e66c8~mv2.gif"/><div>Fonte imagem: http://www.thefyi.org/kids-came-instruction-manual-comic/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Porque em odontopediatria, os adolescentes também têm especificidades a ter em conta!</title><description><![CDATA[A convite da CESPU Formação e da Comissão Científica das V Jornadas de Clínica Integrada Odontopediátrica, a Psicóloga dos Miúdos partiu em direcção ao norte do país, para participar nas jornadas com o tema " Particularidades da Adolescência".Foi um gosto estar integrada num painel de palestrantes tão rico e diversificado, em que a adolescência de diferentes formas e abordagens esteve sempre como pano de fundo. É muito positivo ver diferentes especialistas e profissionais de saúde interessados e<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_d708796879e24f73ae3383587821586c%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/12/18/Porque-em-odontopediatria-os-adolescentes-tamb%C3%A9m-t%C3%AAm-especificidades-a-ter-em-conta</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/12/18/Porque-em-odontopediatria-os-adolescentes-tamb%C3%A9m-t%C3%AAm-especificidades-a-ter-em-conta</guid><pubDate>Tue, 18 Dec 2018 14:59:14 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A convite da CESPU Formação e da Comissão Científica das V Jornadas de Clínica Integrada Odontopediátrica, a Psicóloga dos Miúdos partiu em direcção ao norte do país, para participar nas jornadas com o tema &quot; Particularidades da Adolescência&quot;.</div><div>Foi um gosto estar integrada num painel de palestrantes tão rico e diversificado, em que a adolescência de diferentes formas e abordagens esteve sempre como pano de fundo. É muito positivo ver diferentes especialistas e profissionais de saúde interessados e empenhados em compreender como fazer mais e melhor tendo em conta as características do ou da adolescente que consultam.</div><div>A integração de perspectivas, a abordagem multidisciplinar é actualmente uma condição fundamental e ética para qualquer profissional de saúde.</div><div>Grata pelo convite.</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_d708796879e24f73ae3383587821586c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_94bd90a82b4a4dc8a764e66e0eb8788a~mv2.jpg"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Em Idanha-a-Nova, um workshop mesmo em equipa</title><description><![CDATA[No início do ano lectivo, mães, pais, professores, educadores e técnicos com energia e vontade de mudar, saber mais, identificar o que não está a resultar e o que podem fazer melhor para o sucesso escolar dos filhos. Foi assim, o 2º encontro workshop promovido pela Psicóloga dos Miúdos, a convite dos Projectos Afirma-te e Gente Raiana, desta vez com o tema: Alunos e pais: trabalho de equipa. Três horas com uma sala cheia de mães (especialmente) e pais atentos, disponíveis e que partilharam<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_4243e9fe39e045ea86e7c4292ec68818%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/11/30/Em-Idanha-a-Nova-um-workshop-mesmo-em-equipa</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/11/30/Em-Idanha-a-Nova-um-workshop-mesmo-em-equipa</guid><pubDate>Fri, 30 Nov 2018 17:17:51 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>No início do ano lectivo, mães, pais, professores, educadores e técnicos com energia e vontade de mudar, saber mais, identificar o que não está a resultar e o que podem fazer melhor para o sucesso escolar dos filhos. Foi assim, o 2º encontro workshop promovido pela Psicóloga dos Miúdos, a convite dos Projectos Afirma-te e Gente Raiana, desta vez com o tema: Alunos e pais: trabalho de equipa. </div><div>Três horas com uma sala cheia de mães (especialmente) e pais atentos, disponíveis e que partilharam preocupações, dificuldades mas também estratégias e dicas de sucesso. Foram fornecidas estratégias úteis e trabalhada a ideia de que a colaboração de todos os agentes educativos é a chave para o sucesso académico e felicidade dos miúdos.</div><div>Grata por mais este convite e a possibilidade de trabalhar com gente tão disponível.</div><div>Aqui fica os registos de alguns dos momentos do workshop.</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_4243e9fe39e045ea86e7c4292ec68818~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_604e00efaa3f4200b6330c0dbf0fd03d~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_6e36d6e653a84bb286a655d7c890187e~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_b7bf0792c77b4cbf8d67cab927e75540~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_e75b9bd1e70041ed9ca73487171e773b~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_c123216a6daa4f329b95284cb6e5bd98~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_b25bda3dbfeb4200924e40e73305ca31~mv2_d_3508_4961_s_4_2.jpg"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>P@is, escola e alunos: um trabalho de equipa fundamental!</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_baba7361d7e34d2386000b41f5a44c4f%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/11/26/Pis-escola-e-alunos-um-trabalho-de-equipa-fundamental</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/11/26/Pis-escola-e-alunos-um-trabalho-de-equipa-fundamental</guid><pubDate>Mon, 26 Nov 2018 10:13:58 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_baba7361d7e34d2386000b41f5a44c4f~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>A propósito da Ritalina...</title><description><![CDATA[Sabia que a prescrição de Ritalina, um medicamento que tem como objectivo melhorar a concentração, e diminuir o cansaço e inquietação, é prescrito por profissionais de saúde para promover melhoria das capacidades cognitivas, pretendendo sobretudo que este actue no contexto escolar e no quadro clínico da PHDA – Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção?E sabia também que a prescrição deste medicamento aumentou, e a sua venda mais do que duplicou nos últimos anos?De acordo com o JN, que<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_e1760aa29997427f85cb89edacab34e6%7Emv2.jpeg/v1/fill/w_470%2Ch_235/16f990_e1760aa29997427f85cb89edacab34e6%7Emv2.jpeg"/>]]></description><dc:creator>Catarina Martins</dc:creator><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/10/25/A-prop%C3%B3sito-da-Ritalina</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/10/25/A-prop%C3%B3sito-da-Ritalina</guid><pubDate>Thu, 25 Oct 2018 20:46:12 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Sabia que a prescrição de Ritalina, um medicamento que tem como objectivo melhorar a concentração, e diminuir o cansaço e inquietação, é prescrito por profissionais de saúde para promover melhoria das capacidades cognitivas, pretendendo sobretudo que este actue no contexto escolar e no quadro clínico da PHDA – Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção?</div><div>E sabia também que a prescrição deste medicamento aumentou, e a sua venda mais do que duplicou nos últimos anos?</div><div>De acordo com o JN, que cita dados do SNS relativos a 2015, 26% dos comprimidos foram usados por crianças até aos 9 anos, e a sua utilização por adultos é de cerca de 7%. Estima-se que, em Portugal, 23.000 crianças estejam medicadas para a Perturbação de Hiperactividade e Défice de Atenção – PHDA.</div><div>Nos últimos anos, têm sido muitos os profissionais de diversas áreas de saúde a manifestarem a sua opinião e têm sido muitas as vozes as dissonantes no que se refere ao consumo deste medicamento, considerando os seus efeitos, a sua eficácia e a sua própria administração à população, especialmente em crianças.</div><div>Os argumentos são muitos, de quem defende e de quem não concorda com a prescrição e o consumo deste medicamento. Seja como for, esta temática foi debatida no Parlamento. Atenção, não foi discutido o consumo de Ritalina, mas sim a sua prescrição por parte dos profissionais de saúde, a crianças com menos de seis anos de idade.</div><div>É importante não só debater a Ritalina no que se refere à sua prescrição e consumo, é necessário e urgente pensar neste medicamento considerando o que a investigação e a experiência clínica evidenciam. Tal implica a promoção de um debate alargado que conte com a participação de técnicos e profissionais de diferentes áreas de saúde, que contribuam, de forma informada e numa perspectiva multidisciplinar, para aquela que é uma discussão na qual se deverão pensar em alternativas, alternativas essas sustentadas que ajudem, de facto, as famílias e as suas necessidades; os profissionais nos diversos contextos de intervenção; e sobretudo as crianças, naquela que é uma tarefa exigente, mas essencial: o seu desenvolvimento psicológico, cognitivo, social e emocional.</div><div>Dados retirados do Jornal Público:</div><div>https://www.sabado.pt/portugal/politica/detalhe/pan-quer-que-ritalina-deixe-de-ser-prescrita-a-criancas-medicos-opoem-se</div><div>https://www.publico.pt/2018/10/24/sociedade/noticia/deputados-debatem-proibicao-retalina-menores-seis-anos-1848579</div><div>Catarina Martins</div><div>Psicóloga Clínica do Projecto &quot;Psicóloga dos Miúdos&quot;</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_e1760aa29997427f85cb89edacab34e6~mv2.jpeg"/><div>Fonte imagem: https://img.huffingtonpost.com/asset/5bb8d752240000500057733a.jpeg?ops=scalefit_720_noupscale</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A equipa da Psicóloga dos Miúdos, cresceu!</title><description><![CDATA[É com muito orgulho e prazer, que partilho convosco: a equipa da Psicóloga dos Miúdos conta com um novo elemento! A Dra. Catarina Martins, psicóloga clínica a realizar o seu estágio profissional para a Ordem dos Psicólogos Portugueses no projecto, é o novo elemento da equipa e contribuirá para que consigamos chegar a mais públicos e necessidades, seja em prevenção como em intervenção. Com a colaboração da mesma, conseguiremos tornar realidade, ideias que, por falta de recursos humanos e tempo,<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_f1306512c9094c35b604ec037a6ad97d%7Emv2_d_3176_4673_s_4_2.jpg/v1/fill/w_131%2Ch_193/16f990_f1306512c9094c35b604ec037a6ad97d%7Emv2_d_3176_4673_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/10/23/A-equipa-da-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos-cresceu</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/10/23/A-equipa-da-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos-cresceu</guid><pubDate>Tue, 23 Oct 2018 09:15:32 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>É com muito orgulho e prazer, que partilho convosco: a equipa da Psicóloga dos Miúdos conta com um novo elemento! A Dra. Catarina Martins, psicóloga clínica a realizar o seu estágio profissional para a Ordem dos Psicólogos Portugueses no projecto, é o novo elemento da equipa e contribuirá para que consigamos chegar a mais públicos e necessidades, seja em prevenção como em intervenção. Com a colaboração da mesma, conseguiremos tornar realidade, ideias que, por falta de recursos humanos e tempo, não foram ainda possíveis e principalmente, conseguirmos levar mais e melhor prevenção em saúde mental infantojuvenil de norte a sul do país, e garantir respostas de intervenção clínica rigorosas e de qualidade a quem não pode tanto, mas precisa muito, como são as consultas com valores mais acessíveis (para mais informações, consulte nossos honorários ou escreva-nos).</div><div>Bem-vinda, Catarina!</div><div>Partilho convosco, algumas palavras da Dra. Catarina.</div><div>Chamo-me Catarina Martins, sou Psicóloga Clínica, a realizar o estágio profissional para a Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) no Projecto Psicóloga dos Miúdos.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_f1306512c9094c35b604ec037a6ad97d~mv2_d_3176_4673_s_4_2.jpg"/><div>Terminei o Mestrado Integrado em Psicologia Clínica, no ISPA – IU Instituto Universitário em 2017. Uma experiência de muito trabalho, esforço e dedicação, rica em aprendizagens e ensinamentos.</div><div>Desde cedo desejava formar-me em Psicologia na área da saúde mental infanto-juvenil, para intervir com miúdos, pais e técnicos.</div><div>A Psicologia é uma área que se caracteriza pelo seu potencial, seja numa vertente de intervenção psicológica, na melhoria do bem-estar e qualidade de vida de cada um e como contributo para o desenvolvimento das suas capacidades, recursos e potencial; seja através da prevenção, em diversos contextos e populações, abordando temas acerca dos quais é necessário falar, debater, sensibilizar e reflectir, enquanto pessoas e enquanto sociedade.</div><div>Valorizo o estabelecimento da relação terapêutica que se estabelece entre as duas partes, técnico e cliente, onde o processo terapêutico decorre e a mudança ocorre. Acredito na capacidade de cada indivíduo para mudar, atingir objectivos, conquistar e viver.</div><div>Baseio-me numa abordagem integrativa, que considera o indivíduo no seu todo e numa intervenção terapêutica que deve ser adaptada e ajustada a cada indivíduo, às suas particularidades e necessidades, ao seu tempo e ao seu espaço, com base em conhecimento teórico e técnico e metodologias adequadas.</div><div>Por vezes, é difícil compreendermo-nos e lidarmos com emoções, pensamentos, sensações, experiências de vida. É necessário adquirir e desenvolver competências e estratégias, de forma a resolver o que nos tira o sono, o que nos perturba, para desfrutarmos da vida como realmente pretendemos e merecemos!</div><div>Vamos caminhar juntos?</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A Francisca*, uma adolescente com ataques de pânico</title><description><![CDATA[A Francisca tem 16 anos. Foi, desde o início do seu percurso escolar, uma excelente aluna, aparantemente sem grandes dificuldades e sem muito estudo. Sempre lhe disseram que com os resultados que obtinha, Medicina seria para ela e que conseguiria. Desde pequena que se lembra de dizer que vai ser médica, mas em consulta revela desde início um interesse especial pelas Artes, sejam elas mais gráficas, mas também pela dança.Dança e desenha nos tempos livres, embora agora "quase nada, porque tenho de<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_90c322d51f2b4e33b242864d721caf0d%7Emv2.png/v1/fill/w_626%2Ch_306/16f990_90c322d51f2b4e33b242864d721caf0d%7Emv2.png"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/09/18/A-Francisca-uma-adolescente-com-ataques-de-p%C3%A2nico</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/09/18/A-Francisca-uma-adolescente-com-ataques-de-p%C3%A2nico</guid><pubDate>Tue, 18 Sep 2018 11:59:27 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A Francisca tem 16 anos. Foi, desde o início do seu percurso escolar, uma excelente aluna, aparantemente sem grandes dificuldades e sem muito estudo. Sempre lhe disseram que com os resultados que obtinha, Medicina seria para ela e que conseguiria. Desde pequena que se lembra de dizer que vai ser médica, mas em consulta revela desde início um interesse especial pelas Artes, sejam elas mais gráficas, mas também pela dança.</div><div>Dança e desenha nos tempos livres, embora agora &quot;quase nada, porque tenho de me aplicar para manter as médias!&quot;</div><div>Chega à consulta acompanhada pelos pais, porque de há 2 meses para cá, sem causa aparente, começou a sentir falta de ar, as mãos e os pés dormentes, palpitações. A primeira vez que aconteceu motivou uma ida ao hospital onde, após vários exames, não foram encontradas causas físicas para os sintomas descritos.</div><div>O pai refere que a Francisca sempre foi muito competente e que quer sempre fazer tudo a que se propõe e acha que o que ela está a sentir tem que ver com a pressão que ela põe em si própria. A mãe não concorda. Acha que a Francisca fez sempre tudo sem esforço e que, se quiser, tem tempo para tudo, mas tem de ter prioridades.</div><div>Na presença dos pais, a Francisca aparenta estar bem disposta, partilha que ambos os pais também são ansiosos e não percebe porque motivo lhe aconteceu &quot;aquele&quot; ataque e que agora ficou com medo que aconteça novamente e sem estar à espera. Diz que não há motivos para estar nervosa, que é claro que tem de estudar para manter médias e entrar em Medicina e que só está cansada.</div><div>Sozinha comigo, chora de imediato. Diz que não sabe porque está a chorar e que não gosta nada. Com o tempo, espontaneamente e a chorar partilha a paixão pela dança, mas de imediato, limpa as lágrimas e diz que é mesmo só uma coisa de tempos livres, que ninguém tem futuro e que os pais têm razão nisso. Conseguimos perceber juntas que a expectativa criada por si e pelo contexto de um caminho definido e valorizado, está a criar um conflito para a Francisca, nos seus 16 anos, num momento em que a construção da(s) sua(s) identidade(s) está no auge dos temas do seu cérebro. Há um conflito interno entre o que se espera, o que interiorizou que deve e o que quer, um receio enorme de desiludir, de errar. E há também uma Francisca que raramente desabafa, que é vista como a bem-disposta, prática, sem stress e sempre bem sucedida. Mas há emoções que estão presas e quer a Francisca queira, quer não, o corpo gritou, disse-lhe que há algo que não está bem. É como uma &quot;febre emocional&quot;, diz-nos que algo está &quot;inflamado&quot;.</div><div>É preciso ajudá-la e à família a dar voz ao que está atrás da febre, perceber a função do sintoma e o que ele está a dizer.</div><div>Há um caminho a fazer, na intervenção, fundamental para que os sintomas não evoluam e não se tornem mais graves, mas muito a tempo porque há um cérebro com uma grande plasticidade neuronal e um conjunto de caminhos que poderão ser explorados, descobertos e quem sabe, a vida não toma outro rumo que não aquele que se pensaria ser o melhor.</div><div>Afinal, reinventar, mudar os planos, crescer é parte da vida.</div><div>*nome fictício</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_90c322d51f2b4e33b242864d721caf0d~mv2.png"/><div> Fonte: https://ansiedadnuncamas.com/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Ensinamentos, reflexões e memórias terapêuticas da Psicóloga dos Miúdos depois de umas férias</title><description><![CDATA[- É tão bom QUERER estar de férias. E poder também, claro;- A qualidade efectiva de sono às vezes não é bem a que pensamos ter. Dormir muito e bem, sem grandes preocupações e stress constante traz tanta coisa boa e um bem-estar que só quando o temos, percebemos como é;- Saber parar e desligar é um factor de e para a saúde mental e física fundamental;- É bom, mesmo que por muito pouco tempo, voltarmos a estar de férias como miúdos: amigos; festas; mergulhos; não ter rigorosamente nada programado,<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_e0cba0db92244bbf9527c1e95b0fb91e%7Emv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/09/10/Ensinamentos-reflex%C3%B5es-e-mem%C3%B3rias-terap%C3%AAuticas-da-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos-depois-de-umas-f%C3%A9rias</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/09/10/Ensinamentos-reflex%C3%B5es-e-mem%C3%B3rias-terap%C3%AAuticas-da-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos-depois-de-umas-f%C3%A9rias</guid><pubDate>Mon, 10 Sep 2018 16:28:00 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>- É tão bom QUERER estar de férias. E poder também, claro;</div><div>- A qualidade efectiva de sono às vezes não é bem a que pensamos ter. Dormir muito e bem, sem grandes preocupações e stress constante traz tanta coisa boa e um bem-estar que só quando o temos, percebemos como é;</div><div>- Saber parar e desligar é um factor de e para a saúde mental e física fundamental;</div><div>- É bom, mesmo que por muito pouco tempo, voltarmos a estar de férias como miúdos: amigos; festas; mergulhos; não ter rigorosamente nada programado, sem ser diversão e descanso;</div><div>- Porque a vida passa rápido, passar tempo com quem gostamos e com quem raramente estamos é precioso;</div><div>- Receber amigos nas férias que vêm e vão e nós ficamos é tão bom;</div><div>- A natureza é poderosa para o cérebro e para o corpo, traz sensações únicas de tranquilidade;</div><div>- Acordar de manhã a ouvir os pássaros e colher fruta ao final do dia é simplesmente mágico;</div><div>- Levar com água gelada da serra na cabeça;</div><div>- Dançar muito;</div><div>- Rir muito com os amigos de infância a propósito de tudo e de nada traz felicidade;</div><div>- Estar com crianças sem ser a trabalhar;</div><div>- Caminhar na floresta produz satisfação, alegria e paz;</div><div>- Dormir a sesta ao ar livre;</div><div>- Ver o nascer do Sol;</div><div>- Desligar o computador e só o ligar depois de 20 dias;</div><div>- Dar tempo. A nós próprios e aos outros;</div><div>- Apanhar sol;</div><div>- Ler muito e o que apetece traz sorrisos interiores;</div><div>- Sentir paz no interior.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_e0cba0db92244bbf9527c1e95b0fb91e~mv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Dia Nacional do Psicólogo</title><description><![CDATA[Hoje é um dia importante. É dia nacional do Psicólogo, Das psicólogas e dos psicólogos." -E deveriam ser todos... E todos os dias termos a possibilidade de acedermos na prática à importância do psicólogo nos diferentes contextos e pelas diferentes populações!" É verdade. Mas não é assim. Em Portugal, ainda não é assim. Ainda há pouco, e quando digo pouco pode ser mesmo há uns minutos, ouve-se " - Não quero ir, é para malucos", ainda há pouco não tínhamos Ordem, não tínhamos procedimentos,<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_3e4caa718bd144a59e6a449eb9f7ee71%7Emv2.jpg/v1/fill/w_386%2Ch_340/16f990_3e4caa718bd144a59e6a449eb9f7ee71%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/09/04/Dia-Nacional-do-Psic%C3%B3logo</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/09/04/Dia-Nacional-do-Psic%C3%B3logo</guid><pubDate>Tue, 04 Sep 2018 11:45:16 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Hoje é um dia importante. É dia nacional do Psicólogo, Das psicólogas e dos psicólogos.</div><div>&quot; -E deveriam ser todos... E todos os dias termos a possibilidade de acedermos na prática à importância do psicólogo nos diferentes contextos e pelas diferentes populações!&quot; É verdade. Mas não é assim. Em Portugal, ainda não é assim. Ainda há pouco, e quando digo pouco pode ser mesmo há uns minutos, ouve-se &quot; - Não quero ir, é para malucos&quot;, ainda há pouco não tínhamos Ordem, não tínhamos procedimentos, fiscalização, a quem recorrer solidamente e de forma organizada. Ainda há quem ache que é um recurso menor nas empresas ou até mesmo nas urgências ou em situações de crise.</div><div>Por isso, precisamos deste dia, bem assinalado, com a presença de todos. Precisamos de momentos, oportunidades formais e informais para explicar onde actuamos, como actuamos e onde devemos actuar e porquê.</div><div>E hoje, enquanto psicóloga, assinalo o papel do psicólogo na prevenção. A aposta que tão pouco se faz em território nacional e com tanto para dar e para evitar nas escolas, nas comunidades, nos centros de saúde, nas empresas. Os psicólogos como agentes preventivos, que podem capacitar, informar, desenvolver competências com quem está a lidar com as pessoas, quem está a detectar problemas, quem pode minimizar ou eliminar riscos numa fase ainda precoce dos problemas ou até mesmo ainda quando não existem.</div><div>Hoje é isso que festejo, apelo e contribuo: prevenção. Saber e ter recursos para não adiar, para não evitar, ser capaz de prevenir em vez de remediar constantemente.</div><div>Escrevo hoje para prevenir, para que os e as psicólogas sejam tidos, reconhecidos e valorizados como agentes preventivos, com uma actuação efectiva.</div><div>Enquanto Psicóloga dos Miúdos, realço a importância deste papel em contextos escolares, a necessidade urgente de mais técnicos em escola com recursos, tempo, dignidade para que os resultados sejam efectivos e não apenas para dizer que se tem, quando, sabemos, a quantidade de alunos, situações, professores, merece e requer muito mais do que um psicólogo para um agrupamento de escolas e às vezes mais do que um. </div><div>Por isso, todos os dias, na mesa do café, em formações com outros técnicos, na comunicação social, há que dar a conhecer o trabalho do psicólogo, desmistificar, mostrar a seriedade do mesmo, os resultados atingidos, fortalecer a interacção entre a academia e a clínica/prática, criar serviços acessíveis a Todas e Todos, para que de uma vez por todas, a Saúde Mental seja encarada como um bem precioso, essencial, a par com a saúde física.</div><div>Um dia feliz.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_3e4caa718bd144a59e6a449eb9f7ee71~mv2.jpg"/><div> Fonte: https://funnytimes.com/19980211/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Até já! Fui só ali respirar e recuperar energias! Uma pausa pela saúde mental.</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_6f10241d803a4e1c911411bd7f679aee%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/08/03/At%C3%A9-j%C3%A1-Fui-s%C3%B3-ali-respirar-e-recuperar-energias-Uma-pausa-pela-sa%C3%BAde-mental</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/08/03/At%C3%A9-j%C3%A1-Fui-s%C3%B3-ali-respirar-e-recuperar-energias-Uma-pausa-pela-sa%C3%BAde-mental</guid><pubDate>Fri, 03 Aug 2018 16:37:53 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_6f10241d803a4e1c911411bd7f679aee~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>A Psicóloga dos Miúdos recomenda...</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_817af151832d48bbb1758c01202cf0db%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/08/03/A-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos-recomenda</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/08/03/A-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos-recomenda</guid><pubDate>Fri, 03 Aug 2018 16:35:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_817af151832d48bbb1758c01202cf0db~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>No CCC Café Convida, foi assim...</title><description><![CDATA[No passado Sábado, dia 23 de Junho de 2018, pelas 15 horas, no CCC Café Convida, preveniu-se. Prevenimos. Primeiro, com a apresentação do fabuloso e tão leve, mas tão sério, livro do Marcelo Lourenço, "O Livro dos Grandes Direitos das Crianças". Leituras da Teresa Tavares (voluntária CCC) e da Mariana Monteiro (porta voz CCC para as temáticas da juventude), que nos fizeram sorrir e ao mesmo tempo, pensar que há coisas tão simples, mas que são direitos mesmo importantes para os miúdos. Depois,<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_ddbd715f26984ce888552cde7cf34ed6%7Emv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/06/26/No-CCC-Caf%C3%A9-Convida-foi-assim</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/06/26/No-CCC-Caf%C3%A9-Convida-foi-assim</guid><pubDate>Tue, 26 Jun 2018 12:07:56 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>No passado Sábado, dia 23 de Junho de 2018, pelas 15 horas, no CCC Café Convida, preveniu-se. Prevenimos. Primeiro, com a apresentação do fabuloso e tão leve, mas tão sério, livro do Marcelo Lourenço, &quot;O Livro dos Grandes Direitos das Crianças&quot;. Leituras da Teresa Tavares (voluntária CCC) e da Mariana Monteiro (porta voz CCC para as temáticas da juventude), que nos fizeram sorrir e ao mesmo tempo, pensar que há coisas tão simples, mas que são direitos mesmo importantes para os miúdos. Depois, com o complemento dos contributos de alguns miúdos presentes, sábios e conhecedores do que precisam e que direitos desejam para eles e para as crianças do mundo.</div><div>Seguiu-se a conversa em que participei, enquanto psicóloga infantojuvenil, num painel desafiante e tão interessante, onde esteve a Sónia Morais Santos, jornalista e autora do blogue &quot;Cocó na fralda&quot;, a Aurora Martins, educadora de infância, a Leonor Belo, youtuber, que tanto nos ensinou, mesmo sendo a mais nova de todas nós! A moderar, a Catarina Furtado, presidente da Corações com Coroa.</div><div>Um público diversificado, atento, curioso e com contributos que valeram muito. Falámos de direitos que sabemos que existem mas nem sempre são praticados; a importância do brincar, de prevenir para que se cresça com saúde mental, o papel da educação e tantas coisas mais, que lá ficaria para continuar a conversa até o sol se pôr.</div><div>Enquanto isso, os mais novos, verdadeiros artistas, pintaram um painel, com criatividade, imaginação e liberdade.</div><div>Enche-me o coração fazer parte destas iniciativas, estar a fazer prevenção numa aparente simples conversa, entusiasma-me conhecer profissionais, mães, pais, técnicos, pensadores sobre a infância, sobre a educação e saber que não estou sozinha, e que vale sempre a pena, que temos a responsabilidade enquanto adultos. Pelos miúdos!</div><div>Grata à equipa da Corações com Coroa pelo convite, grata a quem escolheu assistir, grata às colegas de mesa, com quem aprendi muito,</div><div>Até breve.</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_ddbd715f26984ce888552cde7cf34ed6~mv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_ceee811cccb24c0c92de5aee45838efa~mv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_cb0cf857ec964eae90cc13a229781972~mv2_d_1200_1600_s_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_24628cbff73b43849f19cecba8a656d5~mv2_d_1600_1200_s_2.jpg"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Os miúdos e as Emoções, uma sessão nos Encontros D'Alma</title><description><![CDATA[No passado dia 5 de Maio, Sábado, tive o privilégio de participar como dinamizadora num dos Encontros d'Alma e foi mesmo, mesmo um privilégio e um orgulho!Um encontro com a lotação máxima, num espaço (Dharana Yoga Shala) que só por si nos deixa logo com uma tranquilidade inexplicável, que se une à simpatia da Cláudia Francisco, a organizadora destes encontros, que une um enorme profissionalismo a uma simpatia exemplares. E depois, o privilégio de trabalhar durante 2 horas com um grupo de<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_7aa6fbdd33d14942a40b02f50a0f97e0%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/05/14/Os-mi%C3%BAdos-e-as-Emo%C3%A7%C3%B5es-uma-sess%C3%A3o-nos-Encontros-DAlma</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/05/14/Os-mi%C3%BAdos-e-as-Emo%C3%A7%C3%B5es-uma-sess%C3%A3o-nos-Encontros-DAlma</guid><pubDate>Mon, 14 May 2018 10:37:57 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>No passado dia 5 de Maio, Sábado, tive o privilégio de participar como dinamizadora num dos Encontros d'Alma e foi mesmo, mesmo um privilégio e um orgulho!</div><div>Um encontro com a lotação máxima, num espaço (Dharana Yoga Shala) que só por si nos deixa logo com uma tranquilidade inexplicável, que se une à simpatia da Cláudia Francisco, a organizadora destes encontros, que une um enorme profissionalismo a uma simpatia exemplares. E depois, o privilégio de trabalhar durante 2 horas com um grupo de pessoas, mulheres e homens, mães e pais, disponíveis, entusiasmados, que se questionam, se põem em causa, escutam e partilham. O que poderia pedir mais? Nada mesmo!</div><div>Uma sessão sobre literacia emocional nos miúdos, que fluiu e foi sendo construída pelo grupo.</div><div>No final, a esperança de que tenha sido positivo e útil para os participantes e que consigam implementar algumas das estratégias faladas no seu dia-a-dia consigo mesmos e com os miúdos.</div><div>Terminámos com um lanche maravilhoso, num ambiente positivo, de boa disposição e afecto.</div><div>Fiquei fã! Quero participar mais vezes, agora certamente irei experimentar como participante.</div><div>Grata por tudo a todas e a todos.</div><div>Acompanhem os encontros em: <a href="https://www.facebook.com/encontros.alma/">https://www.facebook.com/encontros.alma/</a></div><div>Partilho convosco alguns dos nossos momentos do Encontro d'Alma.</div><div>(Fonte fotos: https://www.facebook.com/encontros.alma/)</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_2fd07d9700454cb0907921e54b27b3e8~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_d39b511451c34e86a5d9a50df6f0cc15~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_f13c919a21f04745b47e777a8a1b0e58~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_7f43846861284a3dbb94e84152567c4a~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_45b312b01f6d43f9a0e79f05adf80776~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_7f94bdf36a124643aca490387c3c8c02~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_3b090f54d2ec4be0b944f5fb660f5a6c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_188df75492e047d0b2f2f8c2da5c04c5~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_848d544d46f44b7a83e5e6cb5d10c879~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_7aa6fbdd33d14942a40b02f50a0f97e0~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_c47444966b94488e9f13f741ee7f957c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_f45d7b0a44de498683ded6fa83c65b68~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_8f940d76cea946fcbd4d94d07e7df9c6~mv2.jpg"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A ansiedade é precisa!</title><description><![CDATA[Há duas semanas estive presente no I Simpósio de Ansiedade do PIN e o meu desafio foi fazer uma comunicação sobre a ansiedade normativa e o papel preventivo da família e da comunidade.Quase como se rebobinássemos a fita de uma cassete e começássemos a ver o filme ou a escutar a música do início para compreendermos, montando um puzzle, quando uma determinada ansiedade se tornou numa perturbação de ansiedade.E isso interessa e muito, para que possamos prevenir, conhecendo o que é normativo, ou<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_4058c91b4a1b47bf9726a0bff10e753e%7Emv2.png/v1/fill/w_626%2Ch_345/16f990_4058c91b4a1b47bf9726a0bff10e753e%7Emv2.png"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/04/23/A-ansiedade-%C3%A9-precisa</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/04/23/A-ansiedade-%C3%A9-precisa</guid><pubDate>Mon, 23 Apr 2018 17:06:11 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Há duas semanas estive presente no I Simpósio de Ansiedade do PIN e o meu desafio foi fazer uma comunicação sobre a ansiedade normativa e o papel preventivo da família e da comunidade.</div><div>Quase como se rebobinássemos a fita de uma cassete e começássemos a ver o filme ou a escutar a música do início para compreendermos, montando um puzzle, quando uma determinada ansiedade se tornou numa perturbação de ansiedade.</div><div>E isso interessa e muito, para que possamos prevenir, conhecendo o que é normativo, ou seja, esperado, está dentro do desenvolvimento dito normal, para que consigamos depois promover estratégias e ferramentas de saúde mental para que a ansiedade não se torne patológica e a partir daí passe a ser uma perturbação de ansiedade, a qual interfere fortemente no funcionamento da criança, adolescente e depois do adulto.</div><div>Percebo, pela prática clínica diária com crianças, adolescentes e pais/cuidadores, que é um desafio difícil detectar sinais de alerta e acima de tudo, saber o que fazer para que enquanto adulto se seja um agente de protecção que ajuda a que os sintomas não evoluam e não um elemento de risco, que potencia esses sintomas, claro, sem intenção. É por isso, fundamental, que nós técnicos consigamos que mais informação sobre o que é esperado e normativo e o que fazer com isso chegue aos que têm o grande desafio de ajudar a crescer os miúdos.</div><div>Deixo assim alguns aspectos fundamentais a ter em conta para que possamos estar continuamente numa esfera do nervoso miudinho e não passar para o lado do nervosíssimo.</div><div>A ansiedade é precisa!</div><div>A ansiedade é uma emoção necessária, fundamental, que nos permite sobreviver, lidar com a adversidade, estarmos alerta perante o perigo e mobilizarmo-nos para nos defendermos, agirmos, mudarmos.</div><div>O exemplo que costumo dar aos miúdos é perguntar o que fariam se estivesse um tigre selvagem na sala onde estamos. Os mais novos, especialmente rapazes, dizem com frequência que enfrentariam o tigre, ou lhe davam uma cabeçada, ou até usariam os poderes mágicos... Naturalmente movidos pela ideia de que deverão ser fortes, corajosos, não ter medo de nada... Nada mais errado em termos de sobrevivência. Mas muitas vezes, nós adultos é que fomentamos, mesmo sem querermos, esta ideia.</div><div>Então, é preciso dizer-lhes que é fundamental ter ansiedade para não serem atacados pelo tigre, é preciso sentir para que possamos garantir a nossa sobrevivência. E isso é verdade para tantas outras tarefas e desafios das nossas vidas: fazer um teste, ir a um encontro importante, ter uma apresentação, ir a uma entrevista, ler para os colegas pela primeira vez...</div><div>Por isso, normalizar a ansiedade que é normativa, funcional, necessária é, antes de tudo, fundamental.</div><div>Emoções, emoções, todos os dias emoções. Sentir é normal!</div><div>Estudos na área do desenvolvimento emocional têm mostrado que a literacia emocional está na base do sucesso seja académico, profissional, como pessoal e que saber lidar com emoções ditas negativas é parte desse caminho para o sucesso.</div><div>A verdade é que somos pouco treinados para nos permitirmos sentir e permitir os outros sentir. Não gostamos de ver ninguém triste, assustado, zangado, muito menos os miúdos e a tendência é lidar com tudo isso, suprimindo, ignorando, distraindo... Há momentos que são mesmo para sentir e há vivências emocionais que têm de acontecer para que consigamos uma boa saúde mental e um desenvolvimento adequado nos restantes níveis. As emoções são protectoras, ajudam-nos a colorir a vida e a saber escolher o que é bom para nós e a afastar o que nos faz mal.</div><div>Por isso é fundamental aprendermos e ensinarmos a sentir. Legitimar as emoções, aceitar e ajudar a aceitar emoções mais difíceis, partilhar emoções e dar sentindo às experiências. Sempre.</div><div>Os adultos e a ansiedade</div><div>Antes de estarmos alerta e a ajudar os miúdos a lidar com a ansiedade, há que olhar para nós, adultos. Como é a nossa relação com a ansiedade? Que sinais tenho? Como tenho lidado?</div><div>E identificando dificuldades, sintomas mais severos ou até mesmo tendo um diagnóstico, é fundamental lidar com tudo o que daí vem, regularmo-nos primeiro a nós, para depois ajudar os miúdos. E sim, vai sempre a tempo e a eficácia depois na ajuda aos miúdos é muito maior. Por isso, primeiro cuide da sua ansiedade, e de outras emoções mais...</div><div>Pedir ajuda, receber ajuda, dar ajuda - Juntos somos melhores e muito mais preventivos</div><div>Os miúdos passam muito tempo na escola, com outros adultos que os ajudam também a crescer. Mesmo que os pais e as mães possam estar muito atentos e presentes, nem sempre é possível estarem alerta para determinados sinais ou sintomas, que os agentes educativos e técnicos, por vezes, estão mais, porque são preparados para isso. Por isso, é fundamental que haja articulação entre todos os adultos intervenientes na educação e crescimento da criança/adolescente. Tenho recebido vários miúdos no consultório que foram &quot;salvos&quot; pelos professores e pelos educadores, que detectaram o que possivelmente seria mesmo difícil detectar para os pais, não por serem ausentes ou desatentos, mas porque não têm a formação para o fazer.</div><div>Viver tranquilo, em ambientes emocionalmente positivos</div><div>Em que ambientes crescem os miúdos? Há tempo para respirar, para parar, para estar a sentir satisfação e prazer pelo dia-a-dia? Por estar numa sala de aula ou ao jantar com a família?</div><div>É fundamental para prevenir ansiedade patológica que os miúdos tenham em geral contextos positivos do ponto de vista emocional. Ou seja, contextos e situações em que se sintam satisfeitos, motivados, relaxados e não sempre tensos, ansiosos, irritados e com esse tipo de manifestações (totalmente descobertas ou até incobertas) à sua volta. Por isso, é preciso rever o ambiente de sala de aula e perceber que tipo de expressões faciais e discurso é utilizado, optando por expressões faciais tranquilas, empáticas e acessíveis e um discurso apaziguador, motivador e não ameaçador, sempre focado nas consequências negativas.</div><div>Em casa, é preciso trabalhar no mesmo, tentando tornar o espaço de casa e a relação familiar positiva, tranquila, num local onde queremos voltar, ou pelo menos, quando já não apetece voltar porque ficar com os amigos é muito melhor, sentirem que o ambiente é cuidado, saudável e a relação entre os intervenientes adultos é positiva.</div><div>Tarefa exigente, sim, mas muito protectora, de quadros de ansiedade patológica.</div><div>TEMOS ansiedade! Não SOMOS a ansiedade!</div><div>É muito reparador e preventivo, ajudar os miúdos a distinguirem-se da emoção, neste caso, da ansiedade. É na verdade, muito útil também para nós adultos.</div><div>Distinguir a ansiedade de quem somos, porque na verdade não somos a ansiedade, temos ansiedade e essa diferença é altamente apaziguadora e permite-nos pô-la &quot;fora de nós&quot;.</div><div>Deixar andar, evitar, ignorar.</div><div>Na ansiedade, para que continue a ser normativa, é importante que haja uma atitude preventiva, que permite que se lide com a ansiedade, que a mesma seja normalizada e que se desenvolva com os miúdos um conjunto de estratégias como aqui refiro para lidar com a mesma. Fingir que não existe, deixar andar sem nada fazer, andar a adiar e depois agir apenas na crise, leva a que a ansiedade se possa mesmo tornar patológica e por isso, mais difícil de lidar. Por isso, fundamental que os adultos sejam preventivos e não ajam apenas em situação de crise.</div><div>Cuidado com os miúdos que fazem tudo bem! </div><div>Actualmente, sabemos que miúdos que tendem para o perfeccionismo, nunca falhando, sendo bem sucedidos em tudo, com excelentes notas, padrões de exigência altos, que parece que &quot;nunca dão problemas&quot;, têm com frequência características e sinais de alerta para o desenvolvimento de uma perturbação de ansiedade. Por isso, quando estamos perante miúdos destes, há que estar próximo, alerta e observar bem, para que não escape uma ansiedade escondida e interiorizada, que já não é normativa.</div><div>É um desafio, este da prevenção, de conseguirmos que o desenvolvimento normal não se torne patológico, uma linha ténue divide os dois, mas cada vez estou mais certa que é o caminho: a prevenção. Agir antes, através da informação, da escuta activa, da observação, da presença.</div><div>Para que o nervoso (do) miudinho assim continue!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_4058c91b4a1b47bf9726a0bff10e753e~mv2.png"/><div>Fonte (magem): http://www.workpuzzle.com/managing-helping-your-agents-feel-less-anxiety-may-be-hurting-them/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>O Zé Zangado foi ao colégio &quot;A Formiguinha&quot;</title><description><![CDATA[Mesmo quase, quase a ir de férias, o Zé Zangado foi ao colégio A Formiguinha ajudar as meninas e as meninos a terem sempre um truque na manga para ganhar à Zanga!Foi no dia 21 de Março, logo pela manhã, que partimos rumo a Sintra, com um dia de Sol fantástico para nos acompanhar e ajudar a mandar a zanga embora.Chegámos à Formiguinha e desde logo é difícil estar zangado com um cenário daqueles, especialmente quando se parte do centro de Lisboa. Campos verdes, a perder de vista, cheios de]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/04/02/O-Z%C3%A9-Zangado-foi-ao-col%C3%A9gio-A-Formiguinha</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/04/02/O-Z%C3%A9-Zangado-foi-ao-col%C3%A9gio-A-Formiguinha</guid><pubDate>Mon, 02 Apr 2018 15:08:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Mesmo quase, quase a ir de férias, o Zé Zangado foi ao colégio A Formiguinha ajudar as meninas e as meninos a terem sempre um truque na manga para ganhar à Zanga!</div><div>Foi no dia 21 de Março, logo pela manhã, que partimos rumo a Sintra, com um dia de Sol fantástico para nos acompanhar e ajudar a mandar a zanga embora.</div><div>Chegámos à Formiguinha e desde logo é difícil estar zangado com um cenário daqueles, especialmente quando se parte do centro de Lisboa. Campos verdes, a perder de vista, cheios de ovelhas, num cenário quase cinematográfico, que a mim e ao Zé Zangado nos deixou logo mais tranquilos e relaxados.</div><div>Na Formiguinha foram tão simpáticos, da equipa, a alguns encarregados de educação que lá estavam e claro, aos maravilhosos miúdos. Sendo a chegada da Primavera, literalmente todas as miúdas e todos os miúdos traziam a primavera na cabeça! Que maravilha! Todos tinham chapéus que fizeram com as famílias, em que retrataram a primavera, com colagens de paisagens verdes, animais e flores secas e outras ainda fresquinhas. Adorei e para o ano também quero!</div><div>Os participantes que vieram conhecer o Zé Zangado, além da cabeça cheia de primavera, tinham olhos atentos, curiosidade muito animada, sorrisos maravilhosos e muita vontade de aprender!</div><div>Em conjunto, fizemos truques, conhecemos o Zé Zangado, todos e todas queriam voluntariar-se para recriar a história e no final, até quiseram autógrafos!</div><div>E ainda recebi um presente tão, tão bonito de todos e de todas!</div><div>Foi uma manhã muito feliz! Para os miúdos e para mim!</div><div>Grata à equipa da Formiguinha pelo convite. Obrigada à Catarina que me deu uma preciosa ajuda e ao Carlos Pinheiro, da Booksmile pela simpatia e todo o acompanhamento.</div><div>E prevenção em saúde mental é tão somente isto! Simples, efectivo e poderoso! É preciso repetir, em doses generosas, com muito entusiasmo, e em várias áreas!</div><div>Espero regressar!</div><div>Até já!</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_3c31d3449f2c4abd960626843bbf5fe1~mv2_d_3024_4032_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_d3d3c8972b0440f5888f573fca2294fc~mv2_d_2976_3968_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_b89054d4121d4449bba1bf19ed4ff489~mv2_d_2976_3968_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_d6104b5fee33473e82207d6646266248~mv2_d_2976_3968_s_4_2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_8c8688a38e2f4aadba1a5ac5c1b6e0b4~mv2_d_2976_3968_s_4_2.jpg"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>É Carnaval, mascarem-se... Filhos de pais, pais de filhos</title><description><![CDATA[Aproveitando a época do Carnaval, sugiro uma máscara diferente, divertida e com uma grande aprendizagem.Mães, pais mascaram-se de filhos e filhas e estes, de mães e pais. Com todos os pormenores: dos sapatos ao cabelo, com maquilhagem e ténis rasgados, a troca deverá ser a mais pormenorizada possível, para que todos se sintam no papel do outro. A acompanhar a máscara exterior, cada um deve adoptar os comportamentos, atitudes, expressões do elemento da família do qual se mascarou: linguagem<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_fe55d95dadb1481fbc418116cf252de6%7Emv2.png/v1/fill/w_626%2Ch_254/16f990_fe55d95dadb1481fbc418116cf252de6%7Emv2.png"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/02/12/%C3%89-Carnaval-mascarem-se-Filhos-de-pais-pais-de-filhos</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/02/12/%C3%89-Carnaval-mascarem-se-Filhos-de-pais-pais-de-filhos</guid><pubDate>Mon, 12 Feb 2018 12:01:57 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Aproveitando a época do Carnaval, sugiro uma máscara diferente, divertida e com uma grande aprendizagem.</div><div>Mães, pais mascaram-se de filhos e filhas e estes, de mães e pais. Com todos os pormenores: dos sapatos ao cabelo, com maquilhagem e ténis rasgados, a troca deverá ser a mais pormenorizada possível, para que todos se sintam no papel do outro. A acompanhar a máscara exterior, cada um deve adoptar os comportamentos, atitudes, expressões do elemento da família do qual se mascarou: linguagem verbal e não verbal, expressões características, reacções comuns. Poderão ficar por casa e em todas as rotinas usar as máscaras, ou até dar um passeio em família com estas máscaras. Alerto, especialmente no caso dos adolescentes, conversar e encontrar um acordo entre todos é fundamental para que este desafio seja levado com muita diversão e para que se possa, no final, tirar as aprendizagens possíveis e a fundamental: tomar o lugar do outro.</div><div>Porque quando experimentamos o lugar do outro, compreendemos melhor o que outro sente, pensa, as dificuldades com que lida e as reacções que tem. E isto não é só válido dos filhos para os pais, mas muitos pais e mães poderão compreender melhor como se sente o filho já adolescente ou a filha pequena. Não só tomar o lugar do outro, mas também ousarmos saber e ver como os filhos nos vêem e os filhos observarem como os pais os vêem e o que transmitem.</div><div>Depois, reflectir: o que aprendi com o que vi? O que gostei de ver e o que não gostei? O que gostaria que fosse diferente? Como posso alterar alguns comportamentos? Quais as reacções que devo manter?</div><div>Um Carnaval desafiante e de grande trabalho na dinâmica familiar, porque todos os dias as famílias mudam, agitam-se e têm novos desafios.</div><div>Um excelente Carnaval!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_fe55d95dadb1481fbc418116cf252de6~mv2.png"/><div> Fonte imagem: http://joyreactor.com/post/1163689</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Porque ler não é nem pode ser castigo... Para ninguém.</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_998f5f2aa2a346b3926efa9cbc1a5ebe%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/01/22/Porque-ler-n%C3%A3o-%C3%A9-nem-pode-ser-castigo-Para-ningu%C3%A9m</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/01/22/Porque-ler-n%C3%A3o-%C3%A9-nem-pode-ser-castigo-Para-ningu%C3%A9m</guid><pubDate>Mon, 22 Jan 2018 20:27:55 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_998f5f2aa2a346b3926efa9cbc1a5ebe~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Agarrar o impulso da resolução no novo ano - uma sugestão para TODAS as famílias!</title><description><![CDATA[Terminamos o ano com a expectativa de que a mudança para o novo ano nos traga, novos objectivos, novas estratégias, sonhos e formas de estar e ser. Dizemos: "- No próximo ano, vou começar a ir ao ginásio mais vezes, a comer melhor, a trabalhar naquele projecto que deixei de lado, a respeitar mais as minhas necessidades e vontades..." Esquecemo-nos, por vezes, que a mudança de ano, é mesmo de um minuto para o outro. Ora são 23h59, ora são 00h00 do dia 1 de Janeiro. A hipótese é só uma para pôr em<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_6c354c5814a34a87879ffb3e931fc095%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/01/04/Agarrar-o-impulso-da-resolu%C3%A7%C3%A3o-no-novo-ano---uma-sugest%C3%A3o-para-TODAS-as-fam%C3%ADlias</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/01/04/Agarrar-o-impulso-da-resolu%C3%A7%C3%A3o-no-novo-ano---uma-sugest%C3%A3o-para-TODAS-as-fam%C3%ADlias</guid><pubDate>Thu, 04 Jan 2018 11:00:12 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Terminamos o ano com a expectativa de que a mudança para o novo ano nos traga, novos objectivos, novas estratégias, sonhos e formas de estar e ser. Dizemos: &quot;- No próximo ano, vou começar a ir ao ginásio mais vezes, a comer melhor, a trabalhar naquele projecto que deixei de lado, a respeitar mais as minhas necessidades e vontades...&quot; Esquecemo-nos, por vezes, que a mudança de ano, é mesmo de um minuto para o outro. Ora são 23h59, ora são 00h00 do dia 1 de Janeiro. A hipótese é só uma para pôr em prática esses novos desejos e sonhos: agarrar o impulso da resolução no novo ano. Aproveitarmos que estamos motivados, que temos, mais do que noutras alturas, um marco de mudança, de começar de novo, de início e pormos em prática o que queremos e desejamos.</div><div>E que tal aplicarmos isto à família? A cada um de nós na família e à família enquanto grupo/sistema? É a ideia que deixo neste início de 2018: reinventem-se, comecem de novo juntos, encontrem no impulso da resolução, o impulso e a força para estarem mais felizes, melhores e com maior tranquilidade.</div><div>E como?</div><div>Primeiro, os adultos. Enquanto pai, mãe, enquanto pais, mães reflictam e respondam por escrito às questões:</div><div>1. Que aspectos, enquanto família, podemos e queremos melhorar?</div><div>2. Como adulto (pai, mãe, pais, mães) nesta família, o que encontro como pontos que necessito de melhorar?</div><div>3. Relativamente aos meus filhos e filhas, o que precisam melhorar? E do que sentem necessidade?</div><div>Depois desta reflexão escrita apenas de adulto e de encontrar respostas o mais objectivas e concretas possíveis, reunam em família e escutem, acima de tudo escutem. Nesta fase, é dita na conversa familiar que não se irão emitir juízos e críticas sobre o que cada elemento dirá. Todos poderão falar e será escrito.</div><div>Façam perguntas às crianças e/ou adolescentes relativamente ao que gostavam que fosse diferente na e em família e escrevam num papel para todos verem.</div><div>Depois escrevam o que gostam e que querem manter. Adultos e miúdos poderão e deverão, à vez, dar a sua opinião.</div><div>Em conjunto, depois de se escutarem uns aos outros, sem juízo e sem crítica, gerem ideias e estratégias para darem resposta às necessidades, vontades e pontos negativos indicados para cada um.</div><div>A criatividade nas ideias não tem de ter limites, embora me caiba alertar que as soluções são todas boas enquanto ideias, é necessário é que possam ser postas em prática e tornadas exequíveis e concretizáveis. Aí, os adultos podem e devem ajudar, de forma construtiva.</div><div>Dicas finais: não é importante ter ideias para todas as dificuldades e aspectos a melhorar identificados, mas as que se tem, conseguir aplicar efectivamente. Mais vale começar com poucas e aplicá-las, para que depois todos se motivem e queiram continuar, do que ter muitas e não conseguirem pôr em prática, dando uma sensação de ineficácia e falha. Estabeleçam datas possíveis e concretas para aplicar as estratégias, que, não podendo ser imediatas, não sejam demasiado longíquas no tempo. Mostrem aos miúdos que estão aplicados, envolvidos e que acreditam que todos juntos serão capazes.</div><div><div>Não desistam à primeira contrariedade.</div> Mesmo quando é um suspiro de impaciência do filho adolescente ou uma birra da mais nova.</div><div>Eu acredito, sempre. De outra forma, não conseguiria fazer o que faço diariamente com as famílias!</div><div>E acredito que aí em casa serão capazes, partilhe comigo o que conseguiram e pode ser somente: Verem um filme juntos. Às vezes é mesmo o que está a faltar. </div><div>Um ano feliz, com mudanças, das boas!</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_6c354c5814a34a87879ffb3e931fc095~mv2.jpg"/><div>Fonte (imagem): http://www.entretendo.com/jogo-simpsons-celular-gratis/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>A Psicóloga dos Miúdos deseja um feliz ano novo!!!</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_54d8f6e65e4a409aa74bc139d2e75061%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/01/03/A-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos-deseja-um-feliz-ano-novo</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2018/01/03/A-Psic%C3%B3loga-dos-Mi%C3%BAdos-deseja-um-feliz-ano-novo</guid><pubDate>Wed, 03 Jan 2018 12:25:25 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_54d8f6e65e4a409aa74bc139d2e75061~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Feliz Natal!!!</title><description><![CDATA[Um Natal muito feliz, com muita gratidão, afecto, sorrisos e muitos, muitos abraços. Um abraço forte e feliz,Psicóloga dos Miúdos<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_a2124d2c2e92496ea19222e6f35abb3b%7Emv2.jpg/v1/fill/w_288%2Ch_858/16f990_a2124d2c2e92496ea19222e6f35abb3b%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/12/25/Feliz-Natal</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/12/25/Feliz-Natal</guid><pubDate>Mon, 25 Dec 2017 15:13:52 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_a2124d2c2e92496ea19222e6f35abb3b~mv2.jpg"/><div>Um Natal<div> muito feliz, com muita gratidão, afecto, sorrisos e muitos, muitos </div>abraços. </div><div>Um abraço forte e feliz,</div><div>Psicóloga dos Miúdos</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>No Natal, é pró menino e prá menina</title><description><![CDATA[Neste Natal lanço-lhe o desafio de não ir em corredores divididos e anúncios de presentes de meninas e presentes de meninos. E que tal os presentes serem tanto para meninos e meninas, sejam bonecas, carrinhos, legos, colares ou cabeleiras? Sem querermos somos influenciados pela normalidade com que lojas estão divididas em artigos para meninos e artigos para meninas. Nas lojas de roupa, a mancha de azul na zona para bebés rapazes e na zona para bebés raparigas, o cor-de-rosa salta à vista. E os<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_30aaecd4da094400ab5b6d11d3d6794b%7Emv2.png"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/12/11/No-Natal-%C3%A9-pr%C3%B3-menino-e-pr%C3%A1-menina</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/12/11/No-Natal-%C3%A9-pr%C3%B3-menino-e-pr%C3%A1-menina</guid><pubDate>Mon, 11 Dec 2017 17:32:37 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Neste Natal lanço-lhe o desafio de não ir em corredores divididos e anúncios de presentes de meninas e presentes de meninos. E que tal os presentes serem tanto para meninos e meninas, sejam bonecas, carrinhos, legos, colares ou cabeleiras? </div><div>Sem querermos somos influenciados pela normalidade com que lojas estão divididas em artigos para meninos e artigos para meninas. Nas lojas de roupa, a mancha de azul na zona para bebés rapazes e na zona para bebés raparigas, o cor-de-rosa salta à vista. E os corredores dos brinquedos? Metros de corredor cheios de prateleiras com brinquedos e jogos com uma distinção nítida de géneros, aquilo que é, supostamente, definido para o menino e para a menina.</div><div>E com esta divisão será que os miúdos têm acesso ao que realmente querem? Experimentam diversos papéis, experiências fundamentais para definir a identidade e o papel de cada um na sociedade? E se pedirem? Se o menino pedir uma boneca, um colar ou uma camisola com brilhantes? Nós damos? E se não pedirem, têm acesso?</div><div>É Natal! Tempo de valores positivos, bondade, solidariedade e respeito pelo outro. E por isso é um momento excelente para diluir estas diferenças (ainda) tão vincadas. Dar acesso livre e “desempoeirado” ao que se gosta, sem divisões de géneros, cores, funções e papéis, consequência de automatismos e estereótipos fora de moda e tão normalizados, que nem os questionamos e percebemos que acontecem. Mas acontecem e muito.</div><div>Feliz Natal sem preconceito e com liberdade.</div><div>Texto publicado na coluna mensal da Psicóloga dos Miúdos na revista Happy Kids (página 37):</div><div><a href="http://happykids.pt/happy-kids-12-novembro-2/">http://happykids.pt/happy-kids-12-novembro-2/</a></div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_30aaecd4da094400ab5b6d11d3d6794b~mv2.png"/><div> Fonte da imagem: http://www.amandagurgel.com.br/noticia/3888/</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Na PaRK International School, à conversa sobre desenvolvimento emocional...</title><description><![CDATA[No passado dia 27 de Dezembro de 2017, a convite da equipa de psicologia da PaRK International School, a Psicóloga dos Miúdos foi conversar com os pais e encarregados de educação dos alunos do colégio sobre "Desenvolvimento Emocional na infância". Uma sessão com um público atento e curioso, de mães, pais e educadores, em que as emoções e os miúdos pequenos (até ao pré-escolar) serviram de mote para se saber como, de forma prática, imediata e possível, se pode ajudar os mais novos a lidar com as]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/12/11/Na-PaRK-International-School-%C3%A0-conversa-sobre-desenvolvimento-emocional</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/12/11/Na-PaRK-International-School-%C3%A0-conversa-sobre-desenvolvimento-emocional</guid><pubDate>Mon, 11 Dec 2017 16:39:57 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>No passado dia 27 de Dezembro de 2017, a convite da equipa de psicologia da PaRK International School, a Psicóloga dos Miúdos foi conversar com os pais e encarregados de educação dos alunos do colégio sobre &quot;Desenvolvimento Emocional na infância&quot;. Uma sessão com um público atento e curioso, de mães, pais e educadores, em que as emoções e os miúdos pequenos (até ao pré-escolar) serviram de mote para se saber como, de forma prática, imediata e possível, se pode ajudar os mais novos a lidar com as emoções, tornando-as uma ferramenta poderosa para toda a vida e não uma atrapalhação. </div><div>Os participantes puseram questões, deram as suas próprias sugestões e partilharam experiências e preocupações. Mais uma vez, uma acção preventiva, que mostra que há muito que se pode fazer em casa, no dia-a-dia, sem ser dentro de um consultório e que há adultos empenhados e curiosos em perceber melhor como podem lidar com os desafios do desenvolvimento dos miúdos!</div><div>A minha gratidão à equipa pelo convite e a todos os que participaram! Foi um privilégio estar convosco.</div><div>Até breve!</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>No Colégio São Francisco de Assis, mães, pais, educadores e técnicos à volta da literacia emocional...</title><description><![CDATA[A uma Sexta-feira, ao final do dia, estamos cansados. Após uma semana de correria, trabalho, aulas, actividades, a verdade é que me deparo com uma sala com grande parte das cadeiras disponíveis, ocupadas. "- E que coragem..." penso. Sobre os pais, as mães, os educadores e técnicos que ali se disponibilizam para conversarmos e aprenderem mais. O tema: Os miúdos e a literacia emocional . E lá começamos, a trocar ideias, a partilhar informação, a explicar o que é a literacia emocional, a conhecer o]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/12/04/No-Col%C3%A9gio-S%C3%A3o-Francisco-de-Assis-m%C3%A3es-pais-educadores-e-t%C3%A9cnicos-%C3%A0-volta-da-literacia-emocional</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/12/04/No-Col%C3%A9gio-S%C3%A3o-Francisco-de-Assis-m%C3%A3es-pais-educadores-e-t%C3%A9cnicos-%C3%A0-volta-da-literacia-emocional</guid><pubDate>Mon, 04 Dec 2017 16:03:05 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A uma Sexta-feira, ao final do dia, estamos cansados. Após uma semana de correria, trabalho, aulas, actividades, a verdade é que me deparo com uma sala com grande parte das cadeiras disponíveis, ocupadas. &quot;- E que coragem...&quot; penso. Sobre os pais, as mães, os educadores e técnicos que ali se disponibilizam para conversarmos e aprenderem mais. O tema: Os miúdos e a literacia emocional . </div><div>E lá começamos, a trocar ideias, a partilhar informação, a explicar o que é a literacia emocional, a conhecer o que cada um traz consigo, tão precioso para a aprendizagem. Acima de tudo a disponibilidade e a curiosidade, o querer saber mais e fazer melhor, preventivamente. E sim, regado com boa disposição, muita simpatia e uma atmosfera de carinho, de aceitação e grupo que ali se sente e que tanto valorizo em instituições como escolas. </div><div>No final, a esperança de que os participantes tenham regressado a casa com mais ideias e estratégias e acima de tudo que as consigam usar, preventivamente. Não todas, mas pelo menos uma, já fará diferença! </div><div>A minha gratidão e admiração à direcção e equipa do colégio São Francisco de Assis por promover acções preventivas como esta e por conseguir acolher de forma tão quentinha e familiar os adultos, elementos-chave preciosos para o crescimento dos miúdos. A minha gratidão e admiração pelas mães, pelos pais, avós, educadores e técnicos que ousaram participar e ser agentes preventivos!</div><div>Até à próxima!</div><div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_134d38d955c2432db07cf4988ac7700c~mv2.jpg"/><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_22ecf70a8bd84c11934490c440a7f56b~mv2.jpg"/></div></div>]]></content:encoded></item><item><title>As emoções atrapalham?</title><description><![CDATA[Todos nós, cada um de nós, uns com os outros, falamos muito, refilamos, apontamos o dedo, franzimos o sobrolho, ficamos ruborizados de zanga e derretidos com o amor, mas verbalizamos poucas vezes frases como: «Eu estou corado porque me sinto zangado», «o teu abraço deixou-me muito feliz» ou «a nossa conversa deixou-me triste». Quantas vezes nomeia as emoções no decorrer da vida e enquanto está com os seus filhos? Poderá nunca ter pensado nisso, mas, na verdade, aprender o que são emoções,<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_4086c6f8e1da43549678c5db48da5448%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_470/16f990_4086c6f8e1da43549678c5db48da5448%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/25/As-emo%C3%A7%C3%B5es-atrapalham</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/25/As-emo%C3%A7%C3%B5es-atrapalham</guid><pubDate>Wed, 25 Oct 2017 11:06:26 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Todos nós, cada um de nós, uns com os outros, falamos muito, refilamos, apontamos o dedo, franzimos o sobrolho, ficamos ruborizados de zanga e derretidos com o amor, mas verbalizamos poucas vezes frases como: «Eu estou corado porque me sinto zangado», «o teu abraço deixou-me muito feliz» ou «a nossa conversa deixou-me triste».</div><div> Quantas vezes nomeia as emoções no decorrer da vida e enquanto está com os seus filhos? Poderá nunca ter pensado nisso, mas, na verdade, aprender o que são emoções, exprimi-las, identificá-las e distingui-las, é uma tarefa essencial para o desenvolvimento da criança e no adulto em que ela se tornará.</div><div>Compreendermos o que sentimos permite-nos regular melhor o nosso comportamento, tomar decisões mais acertadas, conhecermos as emoções que temos, e porque as temos, e conseguirmos, assim, sentirmo-nos bem e, até, interagirmos melhor com os que nos rodeiam.</div><div> Poderá mesmo, todos os dias, em cada conversa, promover a expressão emocional de toda a família e, deste modo, de uma forma espontânea e natural, o seu filho adquire um repertório emocional saudável e equilibrado, sentindo as emoções como elas são, correndo menos riscos de transformar tristeza em zanga, culpa em agressividade, vergonha em inibição excessiva e frustração em raiva. Todos os dias somos invadidos por dezenas de emoções, mas nem sempre paramos para perceber o que estamos realmente a sentir.</div><div> Podemos mesmo falar de literacia emocional. Letrados emocionalmente? Sim… na verdade, este é um assunto de toda a vida e mais além, porque é aquilo que permite colorir as nossas experiências, atribuir-lhes um significado. Desenvolver a literacia emocional significa conseguir identificar, expressar, processar e regular as emoções e, consequentemente, ajustar o comportamento a cada situação, de acordo com as nossas emoções e com as dos outros.</div><div>Ainda no jardim-de-infância, logo na primeira infância, deve desenvolver-se a linguagem emocional. Ajudar a criança pequena a perceber o que está a sentir, o que fez os outros sentir e a regular o que sente durante as primeiras experiências de vida, quando, por exemplo, um amiguinho lhe tira o brinquedo ou quando a educadora a põe de castigo.</div><div>Com a entrada para o primeiro ciclo, a chegada dos primeiros testes de avaliação, os trabalhos e as tarefas escolares, a literacia emocional é uma ferramenta facilitadora das aprendizagens. É fundamental ter a consciência de que é normal sentir ansiedade, preocupar-se ou desiludir-se com uma nota, e aprender a gerir esses novos desafios e o que sentimos em relação aos mesmos. É essencial não só nas aprendizagens, mas também na hora do recreio, ajudando a criança a relacionar-se, a defender-se do que é mau e injusto e a expressar o que quer, o que gosta e o que sente. É o que ajuda a criança a colorir as experiências com os pares, a apreender o certo e o errado, o que é suposto e o que é desajustado, o que a faz feliz e o que a leva a não querer ir para a escola ou para o pátio.</div><div>Mesmo se for tristeza? Os pais devem mostrar que estão tristes? Não a poderá deixar insegura? Os filhos mais novos ainda são bastante dependentes emocionalmente dos pais, pelo que sentem a instabilidade destes e vivem-na como se fosse sua. Assim, é muito importante que descodifiquem a expressão emocional dos pais e que percebam que é possível e necessário sentirmos emoções menos fáceis, quando nos acontecem situações também elas mais dolorosas. No caso de um adulto que está muito desorganizado emocionalmente, é importante evitar choros desesperados, uma vez que estes podem destabilizar completamente a criança, fazendo-a sentir-se responsável, por ser ela a fazer o papel de adulto. Chorar com a criança pode ajudar a fomentar a noção de união e de que podem expressar as emoções juntos. O mesmo se aplica nas emoções agradáveis, em que os pais podem festejar com a criança, expressar a felicidade, o orgulho, o entusiasmo e a excitação.</div><div>Na adolescência, os desafios emocionais são mais do que muitos e a preparação emocional é essencial para lidar com eles. A adolescência é, por excelência, a época de maiores mudanças de humor, maior inibição relativamente aos pais e à expressão do que se sente. Nesta fase, é mais difícil classificar o que se está a sentir, pela novidade e pela mistura emocional e, até, pelos desafios relacionais que se impõem. Os adolescentes não conseguem, facilmente, separar sentimentos de pensamentos e comportamentos. É frequente que os adolescentes que falaram pouco de emoções se deparem, enquanto adultos, com a dificuldade de ajustar os comportamentos às situações.</div><div>A literacia emocional é a chave para o sucesso pela capacidade de, não só, interpretarmos o que estamos a sentir, mas também por nos permitir fazer uma leitura das emoções e intenções dos outros.</div><div>As emoções, se bem interpretadas e vivenciadas, têm uma função protectora, ajudando-nos a identificar o perigo, a perceber a necessidade de estar alerta ou a importância de agir ou não agir.</div><div>A solução para este assunto das emoções está na capacidade de as regularmos. No caso das crianças, os adultos devem ajudá-las a não privilegiar em demasia uma estratégia de supressão. Este tipo de estratégia funciona como um bloqueio das emoções, não lhes dando espaço para serem percebidas e vividas, fingindo que não estão a sentir (por exemplo, quando um amigo a trata mal ou goza com ela e a criança diz que não se importa, como se nada tivesse acontecido.). Contudo, as mesmas encarregam-se de ter um efeito, que se pode traduzir num excessivo comportamento internalizado (fechamento) ou externalizado (maior agressividade). É importante não fingir que não se sente, que não tem importância, não ter a tentação de ignorar, como se assim passasse. Há que valorizar aquilo que está a ser sentido, contextualizando e desenvolver estratégias para lidar com isso. Não ter receio de falar de emoções negativas — elas não aumentam por isso. Não ter receio de exprimir as positivas — não tira o encanto das experiências, pelo contrário, amplifica-o. Identificar emoções é parte de um caminho importante a nível neurológico, funcionando como uma ajuda ao cérebro para, depois de saber o que se passa, mobilizar recursos para a regulação e a acção.</div><div>A capacidade de ser emocionalmente inteligente mune a criança, o adolescente e, mais tarde, o adulto de ferramentas para atingir o sucesso nas diferentes etapas e face aos desafios da vida, seja no mundo interior, na vertente académica e profissional ou nas relações com os que se vai cruzando.</div><div>A supressão de emoções, ou a negação das mesmas, pode levar a perturbações psicológicas, como a ansiedade ou a depressão, ou a indivíduos com comportamentos desajustados, com dificuldade de adaptação e relacionamento.</div><div>O desafio dos pais é desenvolverem a sua própria literacia emocional, ajudando a criança e o adolescente a contactar com as diversas emoções e a dar-lhes significado, sempre num exercício de respeito por características individuais, níveis de desenvolvimento e formas de as viver.</div><div>Os pais, por história de vida e/ou educação, podem, eles próprios, necessitar de se exercitar nesta área da literacia emocional, tornando-se exemplos emocionalmente inteligentes, capazes de sentir e lidar com o que sentem (ou às vezes não). Enquanto pais, e sendo a literacia emocional um assunto de toda a vida e mais além, deverão ter um papel activo nas experiências emotivas que proporcionam aos filhos no que respeita à aceitação e ao saber estar. Deverão ajudá-los a reflectir sobre emoções, a conseguir estar conscientes das mesmas e a colocarem-se no lugar do outro, hipotetizando o que poderá estar a sentir, promovendo momentos de foco no presente emocional e de partilha de emoções e formas de regulação das mesmas.</div><div>É um trabalho extenso, complexo e diário, mas que, com o treino, se torna automático, fácil e prático, melhorando igualmente a própria comunicação entre pais e filhos.</div><div> Assim, tal como ensinamos os filhos a atar os atacadores e a comer sozinhos, também os ensinamos a expressar emoções. É uma tarefa de todos os dias, essencial para a construção equilibrada e saudável da personalidade.</div><div>E que tal trazer os miúdos para descomplicar as emoções?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_4086c6f8e1da43549678c5db48da5448~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>O Zé Zangado e o pote da calma pelo Projecto Mochinhos da Sabedoria</title><description><![CDATA[Bom dia! O projecto "Mochinhos da Sabedoria" na sua rubrica "Missão Emoção" apresenta o Zé Zangado, o 3º volume da colecção Emoções da qual sou autora e explica como podem fazer o pote da calma com os miúdos! Um pote precioso para toda a família quando é tempo de acalmar! Boa ideia! Já têm o vosso?<img src="http://img.youtube.com/vi/NzbbPzml770/mqdefault.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/23/O-Z%C3%A9-Zangado-e-o-pote-da-calma-pelo-Projecto-Mochinhos-da-Sabedoria</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/23/O-Z%C3%A9-Zangado-e-o-pote-da-calma-pelo-Projecto-Mochinhos-da-Sabedoria</guid><pubDate>Mon, 23 Oct 2017 11:55:05 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><iframe src="https://www.youtube.com/embed/NzbbPzml770"/><div>Bom dia! O projecto &quot;Mochinhos da Sabedoria&quot; na sua rubrica &quot;Missão Emoção&quot; apresenta o Zé Zangado, o 3º volume da colecção Emoções da qual sou autora e explica como podem fazer o pote da calma com os miúdos! Um pote precioso para toda a família quando é tempo de acalmar! Boa ideia! Já têm o vosso?</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Mais um desafio para mães e pais corajosos!</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_44a321fabe9b469c9cc99ba736f2aa13%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/16/Mais-um-desafio-para-m%C3%A3es-e-pais-corajosos</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/16/Mais-um-desafio-para-m%C3%A3es-e-pais-corajosos</guid><pubDate>Mon, 16 Oct 2017 17:22:12 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_44a321fabe9b469c9cc99ba736f2aa13~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Mais um desafio dos miúdos para pais e mães! Aceita?</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_441f12b3b5554d5eaa273b2d37f69323%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/Mais-um-desafio-dos-mi%C3%BAdos-para-pais-e-m%C3%A3es-Aceita</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/Mais-um-desafio-dos-mi%C3%BAdos-para-pais-e-m%C3%A3es-Aceita</guid><pubDate>Mon, 09 Oct 2017 20:35:40 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_441f12b3b5554d5eaa273b2d37f69323~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Quando o Zé Zangado é convidado para ir a uma escola...</title><description><![CDATA[A equipa dos Mochinhos da Sabedoria numa das suas sessões resolveram levar o Zé Zangado para trabalharem esta coisa difícil que são as emoções na infância. A história serviu de ponto de partida para ajudar as crianças a saber que se podem acalmar e com muita criatividade, adicionaram recursos e truques muito úteis e curiosos! Aqui fica o vídeo e o convite para experimentarem com os miúdos. Para conhecerem mais sobre a colecção Emoções, fica o link: Publicações<img src="http://img.youtube.com/vi/fwoHSNJAXVA/mqdefault.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/Quando-o-Z%C3%A9-Zangado-%C3%A9-convidado-para-ir-a-uma-escola</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/Quando-o-Z%C3%A9-Zangado-%C3%A9-convidado-para-ir-a-uma-escola</guid><pubDate>Mon, 09 Oct 2017 11:19:44 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><iframe src="https://www.youtube.com/embed/fwoHSNJAXVA"/><div> A equipa dos Mochinhos da Sabedoria numa das suas sessões resolveram levar o Zé Zangado para trabalharem esta coisa difícil que são as emoções na infância. A história serviu de ponto de partida para ajudar as crianças a saber que se podem acalmar e com muita criatividade, adicionaram recursos e truques muito úteis e curiosos! Aqui fica o vídeo e o convite para experimentarem com os miúdos. </div><div>Para conhecerem mais sobre a colecção Emoções, fica o link: Publicações</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Um desafio especialmente para os pais  e mães de adolescentes! Boa sorte!</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_943b0cf26d50498ea627878a7016624f%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/Um-desafio-especialmente-para-os-pais-e-m%C3%A3es-de-adolescentes-Boa-sorte</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/Um-desafio-especialmente-para-os-pais-e-m%C3%A3es-de-adolescentes-Boa-sorte</guid><pubDate>Mon, 09 Oct 2017 10:38:20 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_943b0cf26d50498ea627878a7016624f~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>E o desafio lançado é...</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_4c23ac91350c4f51bf461e5522e2c4b1%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/E-o-desafio-lan%C3%A7ado-%C3%A9</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/E-o-desafio-lan%C3%A7ado-%C3%A9</guid><pubDate>Mon, 09 Oct 2017 10:36:57 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_4c23ac91350c4f51bf461e5522e2c4b1~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>E se o seu filho o desafiasse?</title><description><![CDATA[Nestes primeiros meses do novo ano lectivo é tempo de estar próximo(a) do(a) seu/sua filho(a) e ser desafiado(a)! Um conjunto de desafios que serão lançados ao longo das semanas e que poderá agarrar a qualquer momento. Estou certa de que os miúdos ficarão felizes e consequentemente melhores comportamentos, melhores atitudes, maior sucesso lectivo e pessoal virão!É capaz de experimentar?<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_2bbcedd99c724f6b805b898ac74bc10b%7Emv2.jpg/v1/fill/w_626%2Ch_470/16f990_2bbcedd99c724f6b805b898ac74bc10b%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/E-se-o-seu-filho-o-desafiasse</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/10/09/E-se-o-seu-filho-o-desafiasse</guid><pubDate>Mon, 09 Oct 2017 10:21:41 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Nestes primeiros meses do novo ano lectivo é tempo de estar próximo(a) do(a) seu/sua filho(a) e ser desafiado(a)! </div><div>Um conjunto de desafios que serão lançados ao longo das semanas e que poderá agarrar a qualquer momento. Estou certa de que os miúdos ficarão felizes e consequentemente melhores comportamentos, melhores atitudes, maior sucesso lectivo e pessoal virão!</div><div>É capaz de experimentar?</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_2bbcedd99c724f6b805b898ac74bc10b~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Uma pausa na vida de psicóloga, de mulher, de pessoa</title><description><![CDATA[A pausa chegou. A pausa na vida. Como se ela parasse, ficasse no mesmo sítio, minuto, segundo e local de onde partimos para uma pausa. Como se nos próximos dias, minutos aquilo que sou, faço, tenho, ficasse parado e fosse ser outra. Outra mulher, outra pessoa, outra eu. É esta a pausa que finalmente chega.E parto para a pausa, com dificuldade de sair de mim, da vida rotineira, da sala de trabalho, dos miúdos e dos pais, dos amigos e da rua, da cama e da secretária. A dificuldade rapidamente dá<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_eb2e6d10c27d4ef59c39db0e552c77e1%7Emv2_d_2497_3024_s_4_2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/09/11/Uma-pausa-na-vida-de-psic%C3%B3loga-de-mulher-de-pessoa</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/09/11/Uma-pausa-na-vida-de-psic%C3%B3loga-de-mulher-de-pessoa</guid><pubDate>Mon, 11 Sep 2017 09:16:39 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>A pausa chegou. A pausa na vida. Como se ela parasse, ficasse no mesmo sítio, minuto, segundo e local de onde partimos para uma pausa. Como se nos próximos dias, minutos aquilo que sou, faço, tenho, ficasse parado e fosse ser outra. Outra mulher, outra pessoa, outra eu. É esta a pausa que finalmente chega.</div><div>E parto para a pausa, com dificuldade de sair de mim, da vida rotineira, da sala de trabalho, dos miúdos e dos pais, dos amigos e da rua, da cama e da secretária. A dificuldade rapidamente dá lugar a uma facilidade de descoberta, de sair de mim, de nós. De olhar mais para os outros e apenas sentir sem olhar para mim. E essa parte da pausa é a primeira que saboreio e que é fundamental: olhar para outros, diferentes, muito diferentes, esquecer-me um pouco do que sou, sinto (ou costumo ser e sentir), deixar-me em pausa e experimentar como os outros. Essa pausa em nós, permite olharmos e misturarmo-nos com os outros que desconhecemos, com os locais novos, com os cheiros, barulhos e coisas tão diferentes e tão variadas. E isso faz-nos regressar da pausa a nós mesmos com pensamentos novos, emoções distintas, questionamento e formas diferentes de ser e estar que, de uma forma tão espontânea, se fundem e se misturam com o que somos e temos.</div><div>Durante a pausa na vida, a curiosidade sem questionamento, o conhecimento do outro sem crítica imediata ou sem juízo, apenas a observação e a escuta muito activa do que é diferente e a aceitação tranquila do que é feito, dito ou decidido. E regresso da pausa, a mim, com maior aceitação do outro, maior flexibilidade a realidades diferentes, à compreensão de que podemos mesmo ser de maneiras diversas e resultar, de que a felicidade é por si só em cada milímetro de si mesma tão diversa e tanta coisa.</div><div>E acima de tudo, na pausa, o tempo. Nesta pausa, o tempo das coisas, o tempo das pessoas com as pessoas. O tempo de estarmos e crescermos connosco, o tempo dos mais novos. O tempo e o seu valor. O tempo ocupado, a forma do tempo. Na pausa, o tempo que passa e como passa numa casa sem paredes e rodeada de natureza, o tempo que passa e como passa numa casa com crianças e (aparentemente) sem brinquedos, o tempo que (não) passa numa noite e numa manhã de chuva torrencial, o tempo do sono, da alimentação, o tempo de sorrir e estar. O tempo que passa e como passa quando o temos.</div><div>E regresso da pausa, a mim, à vida, aparentemente sem mudança, porque começo a correr contra o tempo, primeiro ainda sentada a regressar, já o tempo corre nos pensamentos, na antecipação, nas listas do que tenho de fazer e depois nos dias imediatos em que ainda mal aterrei e percebi o que aconteceu na pausa e já o tempo passa depressa e eu a correr. Mas não pode e forço-me conscientemente a parar, a esforço-me para que da pausa deste ano, o tempo seja o ensinamento. O tempo para olhar, para estar mesmo, efectivamente, para não deixar que ele me atropele, para ser assertiva com o mesmo e lhe dizer que a vida passa e passa mesmo. E quando damos conta já passou. E crescemos.</div><div>E regresso ao consultório e penso como a aprendizagem do tempo com esta pausa era tão preciosa para os pais e para os miúdos com quem trabalho. É que tudo passa, mesmo sem querermos e é preciso perceber como passa e como queremos que passe. Isso sim podemos querer e fazer questão de não nos esquecer.</div><div>Foi a pausa deste ano na vida. É bom estar de volta. Melhor do que fui, com a escolha de estar de volta,</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_eb2e6d10c27d4ef59c39db0e552c77e1~mv2_d_2497_3024_s_4_2.jpg"/><div>.</div></div>]]></content:encoded></item><item><title>Enquanto vou ali recuperar forças, há tanta coisa boa para fazer...</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_b95ec222df8944ed974f137ea8ffb97d%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/08/02/Enquanto-vou-ali-recuperar-for%C3%A7as-h%C3%A1-tanta-coisa-boa-para-fazer</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/08/02/Enquanto-vou-ali-recuperar-for%C3%A7as-h%C3%A1-tanta-coisa-boa-para-fazer</guid><pubDate>Wed, 02 Aug 2017 09:52:54 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_b95ec222df8944ed974f137ea8ffb97d~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Nas férias, desafios para miúdos e graúdos!</title><description><![CDATA[<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_6ebcbd3e8de74d2fac07da76f86942fd%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/08/02/Nas-f%C3%A9rias-desafios-para-mi%C3%BAdos-e-gra%C3%BAdos</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/08/02/Nas-f%C3%A9rias-desafios-para-mi%C3%BAdos-e-gra%C3%BAdos</guid><pubDate>Wed, 02 Aug 2017 09:50:18 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_6ebcbd3e8de74d2fac07da76f86942fd~mv2.jpg"/></div>]]></content:encoded></item><item><title>Para ver mudança, seja o primeiro a mudar</title><description><![CDATA[Os miúdos ajudam-nos muito a desafiar-nos, enfrentarmos dificuldades, corrigirmos posturas, reinventarmos a forma de estar e ver o mundo. Mas será que deverão ser eles as nossas bússolas? Os primeiros a orientar e a mudar?Muitas vezes como adultos, carregamos uma história, uma mochila cheia, de histórias felizes e outras tantas mais difíceis, que não nos assombram conscientemente a cada esquina, mas tão presentes, muito presentes, subtilmente. Na enorme tarefa da parentalidade aparecem vezes sem<img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_89cb424bd89d4d578a3bff788f3743a7%7Emv2.jpg/v1/fill/w_373%2Ch_373/16f990_89cb424bd89d4d578a3bff788f3743a7%7Emv2.jpg"/>]]></description><link>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/07/10/Para-ver-mudan%C3%A7a-seja-o-primeiro-a-mudar</link><guid>https://www.psicologadosmiudos.com/single-post/2017/07/10/Para-ver-mudan%C3%A7a-seja-o-primeiro-a-mudar</guid><pubDate>Mon, 10 Jul 2017 14:54:44 +0000</pubDate><content:encoded><![CDATA[<div><div>Os miúdos ajudam-nos muito a desafiar-nos, enfrentarmos dificuldades, corrigirmos posturas, reinventarmos a forma de estar e ver o mundo. Mas será que deverão ser eles as nossas bússolas? Os primeiros a orientar e a mudar?</div><div>Muitas vezes como adultos, carregamos uma história, uma mochila cheia, de histórias felizes e outras tantas mais difíceis, que não nos assombram conscientemente a cada esquina, mas tão presentes, muito presentes, subtilmente. Na enorme tarefa da parentalidade aparecem vezes sem conta e os pais dão por eles a temer alguns comportamentos dos filhos, a arrepender-se de atitudes que tomam, de não conseguirem alcançar o que pretendem nas regras, nas rotinas, na convivência e na felicidade e bem-estar com os miúdos.</div><div>E tantas vezes, são estas vivências latentes, que o corpo não esquece, que perpetuam ciclos negativos nas relações pais e filhos e não só. E aflitos, os pais, as mães sentem-se impotentes e, mesmo sem querer, seja por falta de forças, soluções ou por não gostarem do que estão a ser ou a fazer, dizem: “ Tu fazes-me ser assim...” “Não me faças ser essa mãe...” “Ele grita comigo e por isso eu também grito e acabo por me descontrolar...”</div><div>É tempo de parar se dá por si com um destes desabafos ou semelhantes. Os miúdos não são as bússolas, as máquinas de controlo que deverão controlar-se, guiar o comportamento para não acordar os alarmes internos dos pais, que, todos nós temos nas nossas mochilas de vida. Eles existem, agem e são orientados pelos adultos. Se despoletam certos comportamentos nos adultos, e não tenho dúvidas que alguns deles são realmente desafiantes (e têm até reacções por vezes irritantes,sim) é tempo de parar e ser o agente activo na mudança. Esperar que sejam os miúdos a pararem e a terminarem ciclos negativos relacionais é uma enorme responsabilidade muito além da maturidade e papel dos mesmos. É altura do adulto ser o adulto, e sim isso custa muito. E ser adulto não é ser super-pessoa. É parar, aceitar que tem agido de forma errada e que é altura de descobrir o que pode fazer para ser o primeiro a mudar. Aceitar que a ajuda pode ser precisa, seja ela de amigos, outros pais, familiares ou mesmo uma ajuda externa, técnica e objectiva.</div><div>Quando descobrimos os nossos próprios alarmes internos, as dores que vêm do passado, da mochila onde carregamos a nossa história e vivências, os gatilhos que disparam em determinadas tarefas da parentalidade, o ciclo pode ser alterado. É de uma responsabilidade enorme e de uma coragem brava dos pais que ousam fazê-lo, pelos miúdos mas também por eles próprios, mas de uma compensação enorme, pelo efeito reparador de poder dar o exemplo e ver os miúdos depois a entrarem no ciclo, mas desta vez num ciclo positivo, proporcionado pelo adulto.</div><div>E na verdade todos, mas todos temos estas mochilas que carregam lá dentro as memórias, as vivências, o que a nossa vida foi e tem sido. Por isso não há como não ter estes tais gatilhos que geralmente se reflectem nas partes e tarefas da parentalidade que se tornam mais difíceis para cada pai/mãe. E isso não tem nada que ver com competência ou incompetência, tem que ver com ser pessoa.</div><div>Por isso arrisque, se quer que os miúdos mudem algumas atitudes, mude. Ou pelo menos, reflicta e tente mudar o que sente não estar bem na forma como comunica com os seus filhos e eles consigo. Não espere que seja ele. Peça ajuda, pense em que é, o que pode estar a influenciá-lo nas tarefas parentais que são mais difíceis para si ou na forma como se relaciona com o seu filho, onde choca com ele, encontre estratégias, aceite. E sim, assim existirão realmente mudanças.</div><img src="http://static.wixstatic.com/media/16f990_89cb424bd89d4d578a3bff788f3743a7~mv2.jpg"/><div>Fonte: https://www.pinterest.com/pin/679551031243757529/</div></div>]]></content:encoded></item></channel></rss>